IRS: Sem revisão das tabelas, famílias podem descontar até 3,5% a mais

Se não houver uma revisão por parte do Governo das tabelas de retenção na fonte do IRS neste ano de 2022, as famílias podem ter de descontar até 3,5% a mais, de acordo com simulações feitas pela consultora PwC.

Revista de Imprensa

Se não houver uma revisão por parte do Governo das tabelas de retenção na fonte do IRS neste ano de 2022, as famílias podem ter de descontar até 3,5% a mais, de acordo com simulações feitas pela consultora PwC para o ‘Negócios’.

Segundo a mesma publicação, entre as famílias abrangidas pelo desdobramento dos escalões, já anunciado, algumas vão reter ainda mais do que o que deviam, devido à descida de imposto de que vão acabar por beneficiar.

Ainda que a maioria dos contribuintes adiante ao Estado todos os meses mais IRS do que o que efetivamente deve, essa desfasamento vai aumentar para algumas famílias, se não houver uma revisão das tabelas, adianta a PwC, citada pelo jornal.

Assim, tendo em conta salários entre os 800 e os 2.500 euros brutos mensais, esse desfasamento pode aumentar até 3,5%, nomeadamente nas famílias com dois filhos. Contudo, adianta o ‘Negócios’, os descontos a mais sobem 2,6% e 0,4% em média para os contribuintes com estes rendimentos.

“Para os contribuintes dos escalões intermédios, a redução das taxas de retenção na fonte de IRS publicadas em dezembro de 2021, para vigorar em 2022, não acompanha a redução na carga fiscal decorrente da reformulação dos escalões prevista na proposta de OE”, refere a fiscalista da PwC, Ana Duarte, ao jornal.

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Isto significa que a revisão das tabelas já feita no início do ano pelo Governo e que determinam os descontos mensais de IRS, não é suficiente para que, todos os meses, os contribuintes sintam o alívio decorrente das alterações de escalões prometida, escreve o ‘Negócios’.

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