O órgão regulador de medicamentos da Europa anunciou esta sexta-feira que vai investigar os milhares de relatos de mulheres que sofreram alterações menstruais após receberem as vacinas contra a Covid-19 fabricadas pela Pfizer ou Moderna – em causa estão casos de sangramento intenso e ausência de menstruação após a vacinação. Já não é a primeira vez que o painel da EMA investiga a conexão entre períodos irregulares e a vacina mas nunca conseguiu estabelecer um vínculo firme.
Mulheres de todo o mundo relataram um período irregular após receber as vacinas de mRNA, com alguns estudos a sugerirem que o problema afeta 4 em cada 10 mulheres. O regulador da UE garantiu que não há razão para acreditar que a vacina afeta a fertilidade – uma preocupação que gerou hesitação entre as mulheres. As irregularidades menstruais também podem ser desencadeadas pela própria Covid-19, outras condições médicas e cansaço.
Mais de 50.000 relatórios de mudanças de período, incluindo períodos atrasados, foram registados somente no Reino Unido, desencadeando uma revisão pela Agência Reguladora de Medicamentos e Produtos de Saúde (MHRA).
Um estudo com mais de 4 mil mulheres nos Estados Unidos descobriu que a menstruação durou 15 horas a mais nas mulheres que tomaram a primeira dose e 19 horas a mais nas que receberam a injeção dupla. Mas os cientistas da Oregon Health and Science University, que lideram o estudo, disseram que as mudanças foram “pequenas” e “temporárias”.







