O PSD foi o partido mais prejudicado pela votação dos indecisos que decidiram à última hora, de acordo com uma sondagem da Intercampus feita para o Jornal de Negócios, Correio da Manhã e CMTV, que mostra ainda que as sondagem influenciaram cerca de um quarto dos votos.
Segundo a pesquisa, 22,9% dos eleitores que estavam indecisos, na semana antes do dia das eleições, tinham intenção de votar no PSD, mas acabaram por não o fazer, tendo sido este o partido mais prejudicado da noite eleitoral.
Segue-se depois o PS, que foi o segundo partido mais penalizado pela votação de última hora, com 15,5% dos eleitores a mudarem o sentido de voto para dar preferência a outros partidos ou à abstenção.
De destacar ainda a Iniciativa Liberal, que foi foi quem mais perdeu com os apelos ao “voto útil”, com 13,8% dos eleitores a decidir não votar no partido, embora anteriormente o quisessem fazer.
Essa percentagem é menos expressiva no PAN (5,5% ) e no Livre (4,6%), segundo a sondagem, e ainda mais baixa no caso do Chega, que acabou por ser o menos prejudicado (1,8%).
A sondagem permitiu ainda concluir que quase um quarto dos indecisos (23,8%) admitiram que as sondagens tiveram influência na sua decisão final, o que pode também explicar as alterações de última hora vistas em cima.
Recorde-se que os socialistas venceram as eleições de dia 30 de janeiro com maioria absoluta, reunindo 41,7% dos votos e 117 dos 230 deputados, numa noite em que o Chega se tornou a terceira força política e CDS-PP e PEV perderam representação parlamentar.





