“Hungria não vai aceitar mais tropas da NATO no seu solo”, garante ministro das Relações Exteriores

Estados Unidos enviaram soldados para a Polónia e a Roménia, enquanto a Alemanha aumentou o número de tropas na Lituânia – as tropas da NATO já estão estacionadas na Estónia, Letónia e Lituânia, bem como na Polónia

Francisco Laranjeira

A Hungria não vai aceitar mais tropas da NATO no seu solo como parte de manobras sobre a crise russa na Ucrânia, garantiu esta quarta-feira o ministro das Relações Exteriores. Os Estados Unidos enviaram soldados para a Polónia e a Roménia, enquanto a Alemanha aumentou o número de tropas na Lituânia – as tropas da NATO já estão estacionadas na Estónia, Letónia e Lituânia, bem como na Polónia.

“Não concordamos com isso e não vamos concordar porque já temos tropas da NATO no território do país, que é o exército húngaro e as forças armadas húngaras, que estão em condições de garantir a segurança do país. Portanto, não precisamos de tropas adicionais no território da Hungria”, explicou Péter Szijjártó.

O ministro húngaro instou ainda os Estados Unidos, a Europa e a Rússia a continuarem a conversar para evitar “o pior cenário” sobre a crise na Ucrânia, enfatizando que a Europa Central será o maior derrotado se um conflito irromper. Garantiu ainda que a crise atual traz de volta memórias da Guerra Fria e das “muitas décadas em que sofremos”.

“É por isso que não queremos que esses tempos voltem. Pedimos, instamos a comunidade internacional a fazer o melhor para evitar que a Guerra Fria volte porque aprendemos que sempre que há um conflito Leste-Oeste, os países da Europa Central perdem e não queremos mais ser perdedores”, disse.

Washington e as capitais europeias alertaram Moscovo de que qualquer incursão militar na Ucrânia teria consequências “maciças” para a Rússia, incluindo sanções económicas punitivas. Mas Szijjártó disse acreditar que esses tipos de medidas “não funcionam”, apontando para o facto de a Rússia estar sujeita a sanções ocidentais desde 2014, quando anexou ilegalmente a Crimeia e começou a apoiar separatistas no leste da Ucrânia.

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“Se você olhar para as sanções em si, é um fracasso. Elas não funcionam. Não são bem-sucedidas”, precisou, acrescentando que “o comércio entre a Alemanha e a Federação Russa aumentou desde que as sanções entraram em vigor”.

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