A quebra sentiu-se bem durante os últimos três anos, em que os baleeiros islandeses mal saíram com os seus barcos para o mar. Foi também mais ou menos nessa altura que o Japão, o principal mercado da Islândia, voltou à caça do animal, após um hiato de três décadas. Além disso, o alargamento de uma zona costeira sem pesca, exigindo que os baleeiros fossem cada vez para mais longe, também ajudou a este desfecho – porque tornou as operações bem mais dispendiosas. Agora, o fim está anunciado.
“Já há poucas justificações para autorizar a caça à baleia além de 2024”, fez agora saber a ministra da Pescas do país, Svandis Svavarsdottir, membro do partido ambientalista islandês – assumindo que nem sequer há dados consistentes de que traga “qualquer vantagem económica”.
Além do Japão – e também da Noruega – a Islândia é dos únicos países que ainda autorizam a caça comercial à baleia, tendo retomado a prática em 2003, depois da moratória imposta em 1986 – passe a crítica crescente de ambientalistas e ativistas dos direitos dos animais.
Ainda assim, até lá, as quotas aprovadas para o período entre 2019 e 2023 permitirá ainda a caça de um total de 209 baleias de barbatanas – a segunda maior espécie do planeta, depois da baleia azul e considerada em risco de extinção – e 217 baleias-de-minke, espécie popularmente conhecida como baleia-anã.
Um outro dado poderá ter ajudado ao desfecho – já que, nos últimos anos, em vez de acabaram como bifes num prato, tornaram-se verdadeiras estrelas de um florescente cenário de ecoturismo. Antes de pandemia, estimava-se em mais de 300 mil os observadores destes animais que afluiam àquelas águas do Atlântico Norte, ao largo da Islândia, para admirar as majestosas criaturas.







