A NATO pode vir a utilizar meios militares portugueses, caso as tensões com a crise na Ucrânia se agravem e seja necessário mobilizar meios de combate, avança o ‘Expresso’.
Segundo a mesma publicação, as Forças Armadas portuguesas têm seis unidades atribuídas à NATO Response Force (NRF), sob o comando do Supreme Allied Commander Europe (SACEUR).
Em causa está uma “força conjunta multinacional de elevada prontidão capaz de assegurar uma resposta militar rápida a uma crise emergente”, explica fonte oficial do Estado-Maior-General das Forças Armadas (EMGFA), citada pelo jornal.
A mesma fonte adianta ainda que estes meios “podem ser empregues pela NATO, em caso de ativação da NRF, na sua totalidade ou parcialmente, em função da missão a realizar”.
Esta estrutura militar inclui também a Very High Readiness Joint Task Force (VJTF), com “uma prontidão de até sete dias”, criada em 2014 para dar resposta a crises no Médio Oriente e “à agressão da Rússia contra à Ucrânia”, segundo o ‘Expresso’.
O EMFA disse ainda ao jornal que no âmbito dos “compromissos internacionais assumidos com a NATO, em 2022 Portugal tem atribuídos à VJTF os seguintes meios”: uma fragata (195 militares), seis caças F-16M (140 militares), um avião de luta antissubmarina P-3C Cup+ (82 militares), um batalhão mecanizado (159 viaturas táticas/609 militares), um destacamento de mergulhadores (12 militares), e uma unidade de cooperação civil-militar (três viaturas táticas/11 militares).
Recorde-se que já na semana passada a Multinews adiantou, citando o ‘Expresso’, que a NATO tinha pedido às forças armadas portuguesas que fossem preparando meios militares, na eventualidade de ser necessário intervir para travar a crise na Ucrânia.
Apesar de não ter existido um pedido de meios concretos, a Marinha e a Força Aérea estavam já a acelerar a preparação de submarinos, fragatas, caças F-16 e aviões de transporte C-295.







