Diversos cientistas que se encontram a rastrear uma subvariante Ómicron alertaram que poderá estender a atual onda de infeções pela Covid-19, embora tenham alertado que provavelmente não causará outro aumento maciço no número de infeções. Anteriormente, os especialistas previam uma onda da Ómicron curta e aguda, na qual os casos cairiam tão rapidamente quanto subiriam.
No entanto, a subvariante BA.2, mais contagiosa, surgiu no momento em que os países começam a remover as restrições e reiniciar as suas economias e os cientistas procuram descobrir o seu impacto potencial.
Esta segunda-feira, Eric Topol, diretor do Scripps Research Translational Institute, garantiu sobre a nova subvariante: “A sua maior transmissibilidade vai prolongar a onda da Ómicron em muitos lugares”, citando ainda dados de países da Europa e Ásia no qual o BA.2 superou o BA.1 (Ómicron) para se tornar a variante dominante. Dados do Reino Unido divulgados na passada quinta-feira estivaram que a probabilidade de transmissão domiciliar era 30% maior para o BA.2 do que para o BA.1.
As autoridades de saúde da Dinamarca – onde quase todas as novas infeções são agora de BA.2 – garantiram, na passada quarta-feira, que a subvariante parecia ser 1,5 vezes mais infecioso do que a BA.1.
Trevor Bedford, professor associado do Departamento de Ciências do Genoma da Universidade de Washington, nos Estados Unidos, concordou que a BA.2 causaria “uma cauda de circulação substancialmente mais longa da Ómicron” do que teria existido com o BA.1 sozinho. No entanto, acrescentou, que não vai “impulsionar a escala de epidemias que experimentámos com a Ómicron em janeiro”. Nos Estados Unidos, cerca de 60% da população não contraiu o BA.1. “Isso deixa o potencial de um vírus Ómicron mais transmissível espalhar-se ainda mais nesta fraça da população”, apontou.
As vacinas terão uma ‘palavra a dizer’: dados do Reino Unido, divulgados na última quinta-feira, mostraram que duas semanas após um reforço, as vacinas existentes eram 70% eficazes contra a Covid-19 sintomático causado por BA.2. Enquanto isso, a proteção de três injeções contra o BA.1 sintomático foi de 63%.
4. Some countries where BA.2 (light purple) is making or has already made major inroads outcompeting BA.1 (purple) https://t.co/t6RYIZYbFE pic.twitter.com/tZ7KO955fL
— Eric Topol (@EricTopol) January 28, 2022
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