“Num mês deverá ser possível chegar a um consenso satisfatório tanto para os países a favor do levantamento das patentes das vacinas contra a Covid- 19 como para os que se opõem”, disse a nigeriana Ngozi Okonjo-Iweala, diretora-geral da Organização Mundial do Comércio, num comentário à imprensa depois de uma reunião em Paris com o ministro francês do Comércio Externo, Franck Riester.
Ao que adiantou ainda a diretora-geral da OMC, perto de cem países assumiram-se já a favor desse levantamento de patentes, de forma a facilitar a sua produção e e distribuição. “Consideram que essa decisão é essencial para muitos países no mundo garantirem o acesso à imunização”, sublinhou Okonjo-Iweala, lamentando que “99% das vacinas contra a Covid-19 que África tem sejam importadas”.
O grande entrave, reconheceu também aquela responsável, são os países – sobretudo no mundo desenvolvido – por considerarem que essa decisão pode “desincentivar” a inovação científica, imprescindível para a atualização e desenvolvimento de novas vacinas.
O importante, rematou Okonjo-Iweala, é “chegar a um ponto de partido num assunto há quase dois anos nas instância da OMC”. Tudo para que seja possível transferir a tecnologia, sem deixar de proteger a inovação.






