O ministro das Forças Armadas do Reino Unido, James Heappey, alertou que as tropas russas “já estão na Ucrânia”, à medida que as tensões aumentam com a perspetiva de Moscovo atacar o seu vizinho.
Em declarações ao jornal ‘The Sun’, Heappey disse que um número “significativo” de indivíduos associados a “operações de força avançada militar russa” já estava no país, ainda antes de uma possível invasão.
O ministro acrescentou ainda que o governo do Reino Unido iria expor os planos russos assim que fossem descobertos, nomeadamente, “os seus ataques de bandeira falsa” e “tramas para regimes fantoches”.
Heappey insistiu que defender a liberdade e a democracia são símbolos do Reino Unido. “Ser britânico é ajudar os outros e defender aqueles que não o conseguem fazer”, afirmou.
Por outro lado, a Rússia negou as alegações de que pretende invadir a Ucrânia, embora tenha reunido tropas ao redor da fronteira ucraniana, cercando o país por três lados.
O país liderado por Putin disse na terça-feira que estava a observar a situação com grande preocupação, depois de os Estados Unidos terem colocado 8.500 soldados em alerta, preparados para serem enviados à Europa em caso de qualquer agravamento das tensões.
A “grande parte” dos milhares de soldados dos EUA colocados em alerta intensificado deve reforçar as 40 mil tropas multinacionais da NATO que já estão em vários países do leste europeu perto da fronteira com a Rússia, segundo o porta-voz do Pentágono, John Kirby.
O presidente dos EUA, Joe Biden, e o primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, reuniram-se com os líderes da NATO, UE, Itália, Polónia, França e Alemanha na segunda-feira para discutir a situação atual na Ucrânia. Depois da reunião, Biden disse que havia união total entre os líderes europeus.






