O preço de produtos e serviços como a energia, peixe e automóveis subiu mais do que o valor da inflação, de acordo com cálculos avançados pelo ‘Jornal de Notícias’ (JN), com base em dados do Instituto Nacional de Estatística (INE).
Segundo a mesma publicação, o Índice de Preços no Consumidor (IPC) subiu 2,7% em dezembro do ano passado, face ao período homologo de 2020, mas a média inclui 30 produtos e serviços com taxas de inflação muito superiores.
Os combustíveis, por exemplo, subiram 27%, bens alimentares, como óleos e gorduras aumentaram 15,6%, o peixe registou uma subida de 5,2%, produtos hortícolas cerca de 3,95% e carne 3,4%, valores que têm depois impacto no consumo das famílias.
Se o aumento geral de preços fosse de 2,7%, o impacto podia nem se fazer sentir nas famílias, mas com três dezenas de produtos e serviços, em que o aumento foi superior à média, o peso nas contas é quase inevitável.
Esta subida, adianta o jornal, não deve ter já um fim, no entanto, analistas antecipam que a política monetária este ano, não vai passar pela subida de juros.
“A inflação está muito controlada, em Portugal, comparando com a Europa e os EUA”, refere o economista Pedro Braz Teixeira, citado pelo ‘JN’, adiantando que apesar da subida dos juros nos Estados Unidos, o Banco Central Europeu “não deverá seguir o mesmo caminho”.
Segundo o responsável, só num “cenário extremo” os juros poderiam subir “de -0,4 para zero”, estimou. “A inflação ainda vai ter um pico em 2022, antes de normalizar em 2023 e 2024”, acrescentou ao jornal.






