Jerónimo de Sousa é operado de urgência esta quinta-feira. Falha 10 dias de campanha eleitoral

Jerónimo de Sousa, foi internado ontem, para ser operado está quinta-feira a uma estenose na carótida, falhando assim, 10 dias da campanha para as eleições legislativas.

Simone Silva

O secretário-geral do PCP revelou que será operado esta quinta-feira e manifestou-se confiante de que daqui a uns dias o país poderá contar com ele para “o bem e para o mal”.

“Irei amanhã (hoje) ser internado. No dia seguinte (quinta-feira), em princípio, serei operado, embora com esta ou aquela data a fixar, e confiar que a coisa saia bem. Isto a vida tem destas coisas. Ter este sentimento de confiança de que mais uns dias e podem contar comigo para o bem e para o mal”, disse na terça-feira, dia em que o partido anunciou o seu internamento.

Segundo um comunicado do PCP, Jerónimo de Sousa, foi internado na quarta-feira, para ser operado a uma estenose na carótida, falhando assim, 10 dias da campanha para as eleições legislativas. O responsável vai ser substituído nas ações de campanha por João Oliveira e João Ferreira.

“No seguimento de exames médicos e de uma avaliação clínica multidisciplinar foi apurada a necessidade de Jerónimo de Sousa ser submetido a uma intervenção cirúrgica urgente da estenose carotídea (à carótida interna esquerda), que não pode ser adiada para depois das eleições”, lê-se mesma nota.

O comunicado adiantava ainda que estava “programado o internamento para dia 12 de janeiro(esta quarta-feira), e prevê-se que o secretário-geral retome no final da próxima semana a sua intervenção política, nomeadamente na campanha eleitoral em curso para a Assembleia da República”.

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Do que se trata a estenose carotídea?

O que é uma estenose carotídea? A médica Joana Ferreira, especialista em cirurgia vascular, explica à ‘SIC’ que se trata de um “aperto” provocado por “acumulação de placas de gordura” nas artérias carótidas (ocorre mais frequentemente na carótida interna).

Segundo a responsável, as artérias carótidas localizam-se no pescoço, quer do lado direito, quer do esquerdo, e dividem-se na artéria carótida externa e na artéria carótida interna, a que Jerónimo de Sousa vai ser operado e que “fornece sangue ao cérebro“.

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A operação é equacionada, adianta Joana Ferreira, quando “o aperto é muito grande, é superior a 70%”, ou quando é inferior mas “há queixas dos doentes ou sintomas de AVC (Acidente Vascular Cerebral) ou AIT (Ataque Isquémico Transitório)”.

Consiste num “corte no pescoço, por localizar as artérias, remover o aperto, e fechar a artéria”. Sendo que, na artéria alvo de intervenção “é muito, muito pouco provável” que volte a ter problemas. Ainda assim, no futuro o doente pode vir a “precisar de intervenção cirúrgica do outro lado, na outra artéria”, ressalva.

Questionada sobre se há riscos, a médica sublinha que “qualquer cirurgia não está isenta de riscos. Esta tem um risco intermédio. [Após a operação], estes doentes são vigiados em unidades especiais, semelhantes às de Unidades Cuidados Intensivos (UCI)”, adianta à ‘SIC’.

“Há o risco de enfarte do miocárdio no pós-operatório”, acrescenta ainda, adiantando, contudo, que “o doente tem mais benefício em ser operado do que em não ser”.

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