Lagostas, polvos e caranguejos sentem dor e não devem ser cozidos vivos, indica novo estudo

Lagostas, polvos e caranguejos vão passar a ser reconhecidos como seres sencientes, após uma nova pesquisa sugerir que têm um sistema nervoso central e podem sentir dor, não devendo por isso ser cozidos vivos. 

Simone Silva

Lagostas, polvos e caranguejos vão passar a ser reconhecidos como seres sencientes, após uma nova pesquisa sugerir que têm um sistema nervoso central e podem sentir dor, não devendo por isso ser cozidos vivos.

O governo britânico anunciou que todos os crustáceos decápodes e moluscos cefalópodes serão incluídos no Projeto de Bem-Estar Animal (Senciência), na sequência de um estudo da Escola de Economia e Ciência Política de Londres, ter encontrado evidências de que podem sentir dor.

Os crustáceos decápodes incluem camarão, lagosta, lagosta e caranguejo eremita. Os moluscos cefalópodes incluem lulas, polvos e chocos, de acordo com a mesma pesquisa.

“O Reino Unido sempre liderou o caminho para o bem-estar animal e o nosso plano vai ainda mais longe, estabelecendo algumas das proteções mais fortes do mundo para animais de estimação, gado e animais selvagens”, disse o Ministro do Bem-Estar Animal, Lord Zac Goldsmith, em comunicado.

A legislação não vai afetar as práticas de pesca ou restaurantes que vendem estes produtos, mas vai proteger os animais em futuras decisões. Assim que o projeto se tornar lei, um Comité de Senciência Animal será criado para analisar a forma como o governo está a tratar estes animais, nas decisões do quotidiano.

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“O Animal Welfare Sentience Bill oferece uma garantia crucial de que o bem-estar animal é corretamente considerado no desenvolvimento de novas leis”, disse Goldsmith. “A ciência mostra agora claramente que os decápodes e cefalópodes podem sentir dor e, portanto, é justo que sejam abrangidos por esta peça vital da legislação”, acrescentou.

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