Depois do Facebook, o Twitter. Na semana passada, a rede social admitiu ter utilizado «inadvertidamente» informações pessoais dos utilizadores, como endereços de e-mail e números de telefone, para fins publicitários. Era pedida uma autenticação de dois factores como medida preventiva para tornar as contas mais seguras e muitos deram os seus números, mas não deviam.
Existem outras formas de proteger as suas contas online. O Facebook, o Twitter e a maioria dos websites permitem agora um método (2FA) que utiliza uma aplicação gratuita para gerar códigos de curto prazo para inserir na plataforma e confirmar a sua identidade.
O Google, o LastPass e a Microsoft também disponibilizam aplicações autenticadoras gratuitas para Android e iOS. E, mais recentemente, foi a Apple a preparar uma solução que não envolve mensagens de texto.
Contactado pelo “Dinheiro Vivo”, o programador João Pina explica que a utilização das mensagens de texto para autenticação é uma prática desaconselhada pelos especialistas. Os números de telefone tornaram-se ferramentas capazes de nos identificar e rastrear uma infinidade de registos públicos, como registos de tribunais e de eleitores, transacções imobiliárias e registos de casamento.
Caso esteja a tentar aceder a um website que ainda solicita um número de telefone, forneça um número do Google Voice. Trata-se de um número de telefone virtual gratuito capaz de receber chamadas e textos assim como um número real. Pode aceder on-line ou encaminhar mensagens para outro telefone. No entanto, há um senão: a Google exige um número de telefone real para realizar a sua inscrição no Google Voice. Mas, se preferir, pode excluir o número nas definições, depois de configurar o serviço.








