O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, e a primeira-dama, Jill Biden, deslocaram-se a Buffalo para homenagearem as vítimas do tiroteio em massa num supermercado desta cidade no passado sábado, que provocou a morte a 10 pessoas. O tiroteio teve motivação racista e a maioria das vítimas são negros.
Biden descreveu o tiroteio como “terrorismo doméstico”, segundo o The New York Times.
“O que aconteceu aqui é simples e claro. Terrorismo. Terrorismo doméstico”, disse o presidente norte-americano. A afirmação de Biden marcou um contraste significativo relativamente a anteriores administrações, nas quais analistas da segurança nacional sentiam-se desencorajados de sequer mencionarem as palavras “terrorismo doméstico”.
O atirador que matou 10 pessoas no supermercado em Buffalo publicou um manifesto de 180 páginas no qual referiu por diversas vezes a ‘teoria da grande substituição’, uma teoria da conspiração racista e antissemita que se tem espalhado pelos Estados Unidos e que se baseia em alegações falsas.
Biden invocou outros tiroteios recentes, alguns dos quais com motivações racistas e supremacistas também, e pediu ao povo americano para “rejeitar a mentira”, apontando o dedo aos que recorrem à retórica do ódio e divisória para conseguirem ganhos políticos e lucros, uma frase que pareceu ter como destinatários os políticos e comentadores conservadores.
“A supremacia branca é um veneno”, sublinhou Biden, acrescentando que “este veneno, esta violência, não pode ser a estória do nosso tempo”. “Não podemos permitir que isso aconteça”, acrescentou.
Espera-se que Joe Biden inste novamente o Congresso norte-americano a implementar legislação mais rígida relativamente ao controlo de armas de fogo.













