António Costa anuncia que vai visitar Kiev

O primeiro-ministro, António Costa, esteve hoje reunido com o homólogo ucraniano. No final do encontro, disse aos jornalistas que iria visitar Kiev.

Simone Silva

O primeiro-ministro, António Costa, esteve hoje reunido com o homólogo ucraniano. No final do encontro, disse aos jornalistas que iria visitar Kiev, tendo aceitado o convite de Denys Shmygal, numa data que será anunciada em breve.

“O primeiro-ministro ucraniano teve a oportunidade de me convidar a visitar Kiev e eu naturalmente aceitei e ficou apontada uma data que oportunidade será divulgada, para a concretização dessa visita”, anunciou.



O responsável disse ainda que  essa deslocação incluirá reuniões com o homólogo ucraniano mas também com o Presidente Zelensky, em que será também assinado de um acordo “para um apoio financeiro significativo” através do Fundo Monetário Internacional. “Portugal não está em condições de responder a apoios desta dimensão, mas daremos uma contribuição substancial”, afirmou.

Antes deste anúncio, o responsável começou por reafirmar a “solidariedade de Portugal com a Ucrânia” e a “condenação clara e inequívoca” à ofensiva russa “ilegal, ilegítima e brutal”.

Segundo Costa, “o presidente ucraniano agradeceu o apoio de Portugal”, numa reunião que “serviu para “discutir e trabalhar no reforço de mais apoio humanitário, militar e financeiro para corresponder às necessidades imediatas da Ucrânia”, garantiu.

Os dois líderes discutiram ainda a abordagem europeia sobre a situação na Ucrânia, além do reforço das sanções a aplicar à Rússia por parte da União Europeia.

“Portugal tem sido sempre um país que tem apoiado as sanções. Temos, felizmente, uma situação energética que nos deixa particularmente à vontade na aplicação de sanções à Rússia quanto à importação de gás e de petróleo”, afirmou António Costa.

Foi ainda discutido no encontro, “o esforço que os Estados Unidos e a União Europeia (UE) podem realizar para assegurar a capacidade de a Ucrânia poder exportar bens de que é grande produtor e de que a generalidade do mundo é consumidor, desde fertilizantes, a cereais”, disse sublinhando também “a necessidade de realizar uma operação logística que permita romper o bloqueio que resultados ataques russos ao colo ucraniano”.

Sobre a adesão da Ucrânia à UE, o responsável disse que “está previsto que a Comissão Europeia apresente ao Conselho, o seu relatório de avaliação sobre os requisitos da Ucrânia aderir à UE”, disse. “Independentemente disso é urgente reforçar as condições de apoio à Ucrânia”, alertou.

Para o responsável, “há dois passos que podem ser imediatamente dados: aprofundar o acordo de associação que já existe e a UE assumir conjuntamente um compromisso claro, inequívoco e calendarizado para o esforço brutal que vai ser preciso para a reconstrução da Ucrânia no pós-guerra”.

“Temos de ter respostas imediatas para a emergência das necessidades do Estado e do povo ucraniano. Não nos devemos distrair com objetivos de médio e longo prazo”, sublinhou.

No que diz respeito à posição do PCP em relação à guerra na Ucrânia, o primeiro-ministro lembrou que o Governo tem uma postura inequívoca em relação ao direito do país invadido à soberania e condena, de forma absoluta, a atividade da Rússia.

“Não entramos, em Portugal, num clima de caça às bruxas e respeitamos o pluralismo que resulta da vontade livre dos cidadãos portugueses. Creio que é claro para todos a profunda divergência em relação ao PCP, mas da divergência política passar para ilegalização do PCP é algo inconcebível num Estado de direito democrático. Têm uma posição diametralmente oposta da nossa”, acrescentou.

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