Combustíveis: Redução do ISP é “temporária” e está prevista só para maio e junho, diz Medina

O ministro das Finanças, Fernando Medina, esclareceu esta quarta-feira que a redução do Imposto sobre Produtos Petrolíferos (ISP) é uma medida “temporária” que está prevista apenas para maio e junho.

Simone Silva

O ministro das Finanças, Fernando Medina, esclareceu esta quarta-feira que a redução do Imposto sobre Produtos Petrolíferos (ISP) é uma medida “temporária” que está prevista apenas para maio e junho.

Em conferência de imprensa esta quarta-feira, o governante sublinhou que as medidas que visam combater a subida dos preços da energia, como essa, “são temporárias” e têm por isso um prazo de duração.



O custo previsto da medida é de 170 milhões de euros. Por outro lado, a devolução da receita adicional de IVA via ISP custará 117 milhões de euros, segundo revelou Fernando Medina.

Importa ainda referir que a suspensão da subida da taxa carbono, também para mitigar o aumento dos preços, implicará menos 360 milhões de euros nos cofres públicos e a redução das tarifas acesso às redes na eletricidade custará 150 milhões de euros.

Recorde-se que o Governo anunciou esta semana o fim do Autovoucher e a sua substituição pela redução do ISP. Contudo, nem todos terão um real benefício.

Comparando o Autovoucher – que atribui 20 euros mensais a quem abastece 50 litros ou mais – com a redução do ISP numa dimensão equivalente aos 13% de IVA, é necessário gastar um mínimo para que a medida compense.

Assim, a redução do ISP só é melhor do que o Autovoucher para quem abastece mais do que 93 litros por mês no caso do gasóleo ou 96 litros por mês para a gasolina.

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