Site do PCP está offline, alegadamente devido a hackers pró-Ucrânia

Fonte do Partido Comunista Português confirmou o incidente mas recusou atribuir a ativistas

Francisco Laranjeira

O site do PCP (Partido Comunista Português) foi, esta sexta-feira, alvo de um ataque informático por parte de hackers ativistas pró-Ucrânia, que tornaram o acesso ao site do partido indisponível a partir das 16 horas, segundo revelou a ‘CNN Portugal’.

“Que o desespero de uma nação massacrada vos pese na consciência. Reflitam, foi apenas um aviso”, pôde ler-se no comunicado enviado pelo grupo hacker. “Não causamos danos. Da próxima vez iremos divulgar alguns dos vossos segredos.”



O grupo de hackers garantiu que “numa operação pontual e cirúrgica” neutralizou os sites do PCP, silenciando “por minutos aqueles que querem silenciar os nossos”.

Contactado pela Multinews, fonte oficial do PCP confirmou que o site estava offline mas que não poderia atribuir o sucedido a hackers, prometendo explicações para mais tarde.

O convite ao presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, para discursar na Assembleia da República não foi aprovado por unanimidade depois de o PCP ter-se oposto e a líder parlamentar ter justificado a decisão. “A proposta que está em cima da mesa não vai ao encontro do objetivo de defender a paz, de procurar uma solução negociada”, como defende o partido. Paula Santos, a líder parlamentar do PCP, sustentou que “o papel da Assembleia da República deve ser o da paz” e “não para contribuir para a escalada da guerra, para a confrontação, para o conflito, para a corrida aos armamentos”.

A embaixadora da Ucrânia em Portugal reagiu à oposição do PCP, referindo que o Partido Comunista estaria a participar da campanha de desinformação russa e que já alertou o Ministério dos Negócios Estrangeiros para a situação. Inna Ohnivets garantiu que o PCP sempre apoiou a “posição russa durante os últimos oito anos de conflito internacional entre a Ucrânia e a Rússia”. “Disseram, e foi escrito nas diferentes publicações deste partido, que na Ucrânia não está a acontecer uma guerra mas um conflito interno entre os ucranianos”, afirmou a embaixadora.

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