Mortalidade associada à covid-19 sobe e atrasa alívio das restrições

A meta estabelecida para alívio de medidas era os 20 óbitos por milhão de habitantes a 14 dias, que se esperava que fosse atingida já no início deste mês de abril, mas Portugal ainda está longe desse número. 

Executive Digest

Portugal tem vindo a atrasar as metas para aliviar as restrições da Covid-19 – como o fim do uso de máscaras em espaços fechados – e a culpa é da mortalidade da doença que não dá sinais de descida, pelo contrário, estando ainda longe dos objetivos definidos pelo Governo.

A meta estabelecida para alívio de medidas era os 20 óbitos por milhão de habitantes a 14 dias, que se esperava que fosse atingida já no início deste mês de abril, mas Portugal ainda está longe desse número.



Segundo dados da Direção Geral da Saúde (DGS), o número de óbitos estava a descer de forma significativa desde final de fevereiro. Contudo, no dia 16 atingiu o mínimo e estabilizou, voltando depois a subir na última semana.

Assim, os mesmos dados mostram que nas últimas duas semanas registaram-se 317 mortes por Covid-19, o que corresponde a 30,7 por milhão de habitantes a 14 dias.

Isto significa, que Portugal teria de descer substancialmente para os 206 óbitos em 14 dias, para que o número por milhão também diminuísse para os 20, cumprindo assim a meta do Executivo.

Prova disso, é o facto de o Governo já ter decidido prolongar a atual situação de alerta, – e consequentemente as poucas regras que ainda existem – até dia 18 de abril, por não se verificar um decréscimo dos indicadores pandémicos.

A juntar-se ao fator mortalidade por Covid-19 estão as outras infeções respiratórias e gripe que têm vindo a aumentar, sobrecarregando as urgências dos hospitais do país.

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