Covid-19: Itália começa hoje a aliviar restrições: Certificado sanitário deixa de ser exigido ao ar livre

O Governo italiano anunciou o início da redução das medidas sanitárias contra o coronavírus a partir desta sexta-feira, dia 1 de abril, com a supressão gradual do certificado obrigatório. 

Executive Digest com Lusa

O Governo italiano anunciou o início da redução das medidas sanitárias contra o coronavírus a partir desta sexta-feira, dia 1 de abril, com a supressão gradual do certificado obrigatório.

“O objetivo era voltar à normalidade, reconquistar a nossa vida social, reabrir a economia, fazer com que os jovens voltem às escolas (…). As medidas aprovadas reconhecem que chegámos a esse momento”, disse o primeiro-ministro, Mario Draghi, numa conferência de imprensa no mês passado.

Após mais de dois anos de pandemia, a Itália suprime a partir de hoje a demonstração do certificado de vacinação ou de recuperação nos espaços ao ar livre, e a partir de 01 de maio também em espaços fechados, segundo o ministro da Saúde, Roberto Speranza.

Além disso, a suspensão do emprego para os não vacinados termina a partir de hoje, uma sanção que permanecerá até 31 de dezembro de 2022 para profissionais de saúde e lares de idosos.

O país acaba também com a quarentena para quem contacta com casos positivos, algo do qual os vacinados já estavam isentos.

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O Governo decidiu ainda que vai prescindir do comité científico-técnico que o assessorou durante a tomada de decisões sobre a pandemia, e abandonar o sistema de cores com o qual aplicava semanalmente medidas e restrições a cada região, em função do seu estado epidemiológico.

O estado de emergência terminou ontem, dia 31 de março no país, o primeiro território ocidental a sofrer o impacto do vírus, com os primeiros casos a ocorrer a 20 de fevereiro de 2020.

Por outro lado, até 30 de abril, vai manter-se o uso das máscaras em espaços fechados, com a imposição das FFP2 em lugares de maior exposição, como meios de transporte, enquanto ao ar livre já não se usam desde 10 de fevereiro, salvo em aglomerações de pessoas.

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A máscara vai continuar a ser usada até ao final do mês de abril, e “depois o Governo vai avaliar com base na situação”, disse Speranza.

Os governantes alertaram que esta fase de redução das normas sanitárias protetoras vai depender da evolução do coronavírus, e poderá ser retificada em qualquer momento.

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