O terramoto que abalou a Turquia, na madrugada de dia 6 de fevereiro, destruiu milhares de prédios residenciais, deixando o país a precisar de construir cerca de 300 mil novos edifícios em dez regiões, relata o jornal Yeni Safak.
Mais de 211 mil edifícios sofreram danos graves ou críticos com a catástrofe, segundo a inspeção em larga escala que fiscalizou à volta de 370 mil edifícios no total, apurando que é necessário reconstruir 400 mil edifícios, dos quais cerca de 300 mil são habitacionais.
O plano de reconstrução está já a ser implementado pela Direção de Habitação e Desenvolvimento Urbano da Turquia que prevê construir 30 mil edifícios numa primeira fase e, até junho, 100 mil.
Cerca de 98% dos edifícios destruídos foram construídos antes de 1999, quando o país sofreu um terramoto devastador e levou a que fossem adoptados vários novos métodos de construção, de acordo com os peritos que identificaram a liquefação do solo como causa do colapso da maioria dos edifícios.
A queda dos edifícios deveu-se não só à falta de bases subterrâneas devidamente construídas como à omissão dos engenheiros quanto à conceção e construção das estruturas, o que levou a que muitas casas ficassem completamente destruídas após os tremores de terra.
O sismo de magnitude 7.8 na escala de Richter, foi seguido de centenas de abalos secundários que foram sentidos nos países vizinhos, dos quais a Síria foi a mais gravemente afetada. A catástrofe fez mais de 35 mil vítimas mortais, de acordo com o último balanço que revela que mais de 105.000 pessoas ficaram feridas.






