Quarto (e último) dia de greve na CP. Comboios da Fertagus também vão estar reduzidos a 25%

O transporte ferroviário da CP e da Fertagus vai ter “fortes perturbações” na quinta-feira, devido à greve da Infraestruturas de Portugal (IP), realizando-se apenas 25% do serviço.

Pedro Zagacho Gonçalves

O transporte ferroviário da CP e da Fertagus, que liga Setúbal e Lisboa, vai voltar a ter “fortes perturbações” esta quinta-feira, devido à greve da Infraestruturas de Portugal (IP), realizando-se apenas 25% do serviço, segundo informaram as transportadoras responsáveis.

Numa nota publicada no seu ‘site’, a Fertagus – que explora esta linha ferroviária, com passagem pela Ponte 25 de Abril, mediante o pagamento de uma taxa de utilização à IP – explica que os condicionamentos na circulação dos comboios vão registar-se entre as 00:00 e as 24:00 do dia 28 de fevereiro e do dia 02 de março.

A empresa adianta que, tendo sido acordados serviços mínimos na ordem dos 25%, tem previsto realizar apenas um quarto da oferta habitual.

A transportadora serve atualmente 14 estações, numa extensão com cerca de 54 quilómetros, e o seu serviço é responsável por perto de 85 mil deslocações diárias.

Já a CP, que tem os trabalhadores em greve desde segunda-feira, tem sido fortemente afetada pela paralisação e tem alertado para “fortes perturbações”, que só não têm sido piores porque um tribunal arbitral decidiu decretar serviços mínimos durante os quatro dias de greve esta semana. Ainda assim, também a CP garante apenas 25% do serviço habitual de comboios.

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O Sindicato dos Trabalhadores da Administração Pública (Sintap) e o Sindicato Nacional dos Ferroviários do Movimento e Afins (Sinafe) anunciaram em 14 de fevereiro uma greve na IP para terça e quinta-feira.

Em causa está, afirmam, o “impasse” nas negociações salariais com a administração da IP, já que as propostas dos sindicatos não foram consideradas pela comissão negociadora patronal: “A administração decidiu travar a fundo as negociações impondo aumentos salariais por ato de gestão.”

Segundo os sindicatos, na mais recente reunião, a administração manteve a sua proposta apresentada na anterior reunião, “não havendo qualquer evolução, nem aproximação às revindicações”.

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Os trabalhadores farão greve “à prestação de todo e qualquer trabalho” em ambos os dias, “durante todo o seu período de trabalho”.

Os sindicatos indicam que a greve é motivada pelo aumento dos valores salariais e do poder de compra, pela retoma da negociação coletiva, pela “não discriminação de trabalhadores” e pela contratação de pessoal.

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