Mais greves no horizonte: Sindicatos de professores entregam 162 pré-avisos para contornarem requisição de serviços mínimos

Mário Nogueira explicou os contornos da greve por distritos que arranca já a dia 17 de abril, e prolonga-se até 12 de maio.

Pedro Gonçalves

Mário Nogueira, secretário-geral da Fenprof, explicou hoje os contornos em que irá decorrer a nova vaga de greves de professores por distrito, que começarão já a 17 de abril e prologar-se-ão até 12 de maio.

Segundo explicou o responsável sindical as várias estruturas e sindicatos de professores (ASPL, FENPROF, FNE, PRÓ-ORDEM, SEPLEU, SINAPE, SINDEP, SIPE e SPLIU) as greves distritais começaram a 17 de abril, para o distrito do Porto, e prolongar-se-ão até 12 de maio, para o distrito de Lisboa. Entre estas datas a ordem será a inversa à alfabética, adotada anteriormente, mas há outra novidade.



De acordo com Mário Nogueira “será uma greve diferente da anterior greve por distritos, pois pretendemos evitar que me possam requeres serviços mínimos e dessa forma criar um clima de intimidação nas escolas e impedir os professores de fazer greves”.

“Assim, em vez de haver um pré-aviso de greve para os 18 dias, ou de serem 18 pré-avisos, um por cada dia de greve, estão a ser entregues – começaram há 2 dias-, 162 pré avisos de greve”. O responsável da Fenprof explicou que “serão entregues um por cada uma das nove organização e por cada um dos dias de greve, e apresentados os pré-avisos em dias diferentes”.

Estas greves por distritos começarão às 12h00 horas e prolongam-se até ao final do dia. A indicação de hora, ao invés de ser durante todo o dia, tem como objetivo retirar a possibilidade de requisição de serviços mínimos.

“Em cada distrito, às 12h00, estejam os professores a desenvolver que atividade for, esta será interrompida. Os professores entrarão em greve e as escolas deverão deixar de desenvolver toda e qualquer atividade a essa hora e pelo resto do dia”, declarou Mário Nogueira aos jornalistas.

Mário Nogueira adiantou ainda outro objetivo da luta, admitindo que as paralisações que têm ocorrido ao longo de todo o presente ano letivo têm custos para os professores. “Queremos aliviar esse custo, sem reduzir a dimensão do protesto”.

O responsável confirmou a greve nacional de professores para dia 6 de junho, e adiantou que o Ministério da Educação, já depois do protesto marcado, “mudou para este dia a realização de provas de aferição”.

“Como não têm qualquer incidência na avaliação dos alunos, e que podem ser recalendarizadas, e não constituem uma necessidade social impreterível, não há lugar a serviços mínimos”, garantiu o sindicalista.

Para o mesmo dia há “uma grade manifestação nacional”, que será descentralizada em dois pontos, Lisboa e Porto, para facilitar as deslocações dos professores que se queiram juntar ao protesto, já que ocorre a uma terça-feira.

(Em atualização)

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