Esta segunda-feira assinala-se o Dia Nacional do Dador de Sangue e, segundo o Instituto Português do Sangue e da Transplantação (IPST) regista-se uma quebra da dádivas de sangue desde o fim de janeiro deste ano, depois de, nesse mês, a colheita ter aumentado face ao mesmo mês de 2022.
O IPST assinala à Multinews que a informação nacional relativa a Atividade de Dádiva e Transfusão em 2022 só estará disponível a 30 de junho, quando será comunicada à Comissão Europeia, mas antecipa já alguns números que refletem a realidade das dádivas de sangue no asno passado e nos primeiros três meses deste ano.
Em 2021, explica o instituto responsável pela atividade das dádivas de sangue e transplantação, assistiu-se a uma “inversão da tendência verificada desde 2008 de diminuição do número de dádivas e de pessoas dadoras”, tendo sido registados aumentos no número de dadores que realizaram dádiva (valor superior ao de 2018), no número de dádivas e no número de dadores de primeira vez.
A tendência de aumento de dadores de sangue e dádivas “parece manter-se em 2022”, segundo os dados provisórios do IPST.
No que respeita à atividade de colheita dos três Centros de Sangue e Transplantação do IPST (a única informação disponível até agora), e que é responsável por 60% de toda a colheita de sangue a nível nacional, entre janeiro e dezembro de 2022 realizaram-se 181 892 dádivas. O número é semelhante ao registado no ano anterior, mas verificou-se uma diminuição de 0,5%, o que significa que ficaram disponíveis menos 1091 unidades de sangue do que no mesmo período do ano anterior. Este valor equivale a cerca de um dia de consumo de unidades de sangue nos hospitais nacionais.
No entanto, assinala o IPST, registou-se um aumento ligeiro na distribuição de componentes eritrocitários para os hospitais, de 170 520 (em 2021) para 170 948 (em 2022).
No ano passado registaram-se 122 875 dadores de sangue, dos quais 24 366 fizeram a dádiva pela primeira vez. O IPST explica que se mantêm as habituais variações sazonais na dádiva de sangue, sendo os meses mais críticos os meses de janeiro e fevereiro que são habitualmente marcados pela instabilidade das reservas de sangue.
No entanto, o início de 2023 mancou uma diferença: em janeiro, colheu-se no IPST mais 14% de sangue do que no mesmo mês de 2022, sendo que nos meses de fevereiro e março (de acordo com os números até agora apurados) regista-se uma diminuição.
A região mais afetada por esta diminuição é a de Lisboa e Vale do Tejo, explica o IPST à Multinews. Como as necessidades nas reservas de sangue refletem a distribuição dos grupos sanguíneos na população, os grupos sanguíneos mais solicitados são o O e A positivo. Esclarece o instituto que, para situações de emergência, “poderá haver necessidade de recorrer ao grupo sanguíneo O negativo”.
“Pedimos pois a todos que os que possam fazer uma nova dádiva de sangue que o façam, bem como a todos aqueles que nunca o fizeram, que se juntem a esta causa solidária”, termina o IPST, fazendo um apelo a todos os portugueses.




