O Governo anunciou hoje uma série de medidas para ajudar as famílias a enfrentar o custo de vida, como acordo para redução do IVA para 0% num cabaz de bens alimentares essenciais, aumento de 1% nos salários da função pública, bem como do subsídio de refeição e também um apoio de 30 euros pago às famílias mais vulneráveis, entre outras ajudas.
Na apresentação do pacto de medidas, os ministros Fernando Medina, Mariana Vieira da Silva e Ana Mendes Godinho exemplificaram o impacto dos apoios em vários cenários de agregados familiares.
No caso de uma família com um funcionário público (mãe) e elemento desempregado (o pai), com dois filhos de 5 e 8 anos, rendimento de 17.292 euros, renda de 500 euros e gastos de 300 euros por mês num cabaz alimentar (200 dos quais em bens essenciais), terá um apoio anual de mais de 2772 euros, ou seja, mais 16% do rendimento anual.

Numa família monoparental com um filho, rendimento de 19.600 euros e prestação do crédito à habitação mensal de 700 euros, cabaz alimentar de 250 euros (com 143 de produtos essenciais), o apoio anual será de mais 985 euros por ano, ou seja mais 5% do rendimento anual.

O outro exemplo dado pelo Governo foi de um casal de duas mulheres sem filhos, ambas funcionárias públicas, e rendimentos de 42.801 euros, com renda de 450 euros, e gastos de 250 euros num cabaz alimentar (120 em produtos essenciais). Neste caso, os apoios anuais do Estado totalizam 732 euros, mais 2% do rendimento anual.

O exemplo marca a primeira vez que, numa apresentação do executivo e apresentado um caso de aplicação das medidas a um casal homossexual.














