Na passada quarta-feira António Costa admitiu que o Governo está a estudar uma forma de reduzir o IVA nos produtos alimentares, perante os aumentos galopantes registados nos últimos meses, e à semelhança do que já está a ser feito em Espanha, desde dezembro de 2022. No entanto, mesmo que a medida fosse a eliminação deste imposto, a poupança efetiva dos consumidores seria pouco notória.
No caso de um cabaz com 16 produtos alimentares essenciais, reunido e analisado pelo JN, se se eliminasse o IVA o conjunto de produtos custaria 28,2 euros em vez de 30,2 euros. Ou seja, a redução seria de 1,98 euros face ao mesmo cabaz com a aplicação do imposto.
Os produtos analisados foram de marca branca Continente e aos preços desta quinta-feira, incluindo eventuais descontos e promoções. As diferenças, olhando produto a produto, significam poupas poupanças na conta final.
Alguns produtos permitiriam poupar entre um e cinco cêntimos sem o IVA, no azeite a descida seria de 15 cêntimos e no óleo alimentar seria de 28 cêntimos. Este produto, aliás é o que apresenta uma diferença no preço mais elevada, por ter taxa de IVA intermédia, de 13%. Caso em vez da eliminação se verificasse uma redução da taxa do imposto, para 6%, a poupança para o consumidor seria de 18 cêntimos.




