‘Brexit’ ajuda UPS chegar aos 130 trabalhadores no centro de corretagem do Porto

A empresa mundial de logística UPS cresceu para os 130 trabalhadores no centro de corretagem do Porto, com a ‘ajuda’ do ‘Brexit’, e já processa 65% das exportações de Espanha, disseram hoje dois responsáveis da companhia.

Executive Digest com Lusa

A empresa mundial de logística UPS cresceu para os 130 trabalhadores no centro de corretagem do Porto, com a ‘ajuda’ do ‘Brexit’, e já processa 65% das exportações de Espanha, disseram hoje dois responsáveis da companhia.

“Este centro onde nos encontramos hoje, inicialmente era um centro que foi pensado para 38 empregados, aquilo que nós chamamos o BBC, Brokerage Business Centre [Centro de Negócios de Corretagem], que foi crescendo, porque não só tivemos o aumento relacionado com o ‘Brexit’ [saída do Reino Unido da União Europeia], mas também algumas alterações como a reforma da lei do IVA”, disse hoje aos jornalistas o gestor de corretagem da UPS no Porto Sandro Pinto.



O centro portuense da UPS trata de “tudo aquilo que tem a ver com o despacho alfandegário” em nome do cliente, no que concerne a “pagamento dos impostos” de mercadorias vindas fora da União Europeia e, quanto à exportação, ao “trabalho administrativo de declaração aduaneira”.

“O crescimento da operação de corretagem não veio só pelo ‘Brexit’, veio também pelo crescimento do país, a Ibéria [Península Ibérica] está a crescer, e as exportações também. [O ‘Brexit’] talvez tenha acelerado. Essa será a palavra, houve uma aceleração”, reconheceu a gestora da UPS para Portugal e Espanha, Romina Lorenzo.

Segundo Sandro Pinto, atualmente a UPS em Portugal já está “13% por cima do volume do ano passado e 18% por cima do número de declarações aduaneiras”, face ao mesmo período de 2022.

“Tudo isto começou pelo ‘Brexit’, mas não se justificou só pela existência do ‘Brexit'”, resumiu, assinalando também que hoje mais de “65% da exportação de Espanha é processada desde o Porto”, algo que já “nada tem a ver com o ‘Brexit'”.

Para a UPS, “o centro principal logístico em Portugal é no Porto”, incluindo as instalações no aeroporto, que cobre toda a zona a norte de Leiria, sendo também importante a relação com a Galiza, para as exportações.

“A importação é toda processada através de Espanha até por outras razões, pelo próprio pagamento de impostos”, mas quanto à exportação “não só a declaração formal é feita em Portugal, como também a exportação física dos pacotes acontece desde o Porto, toda a zona da Galiza é exportada através do Porto”, aponta.

Quanto à modernização da frota em termos ambientais, a UPS tem o objetivo global de “em 2050 ter 40% de combustíveis alternativos nas operações terrestres”, e para 2025 trabalha para ter 25% de eletricidade renovável nas suas instalações, segundo Romina Lorenzo.

“Em Portugal já o temos. A nossas instalações em Portugal estão 100% abastecidas por eletricidade renovável, com painéis fotovoltaicos e outros”, disse a responsável aos jornalistas.

Nos aviões, o objetivo é “ter 30% de combustíveis sustentáveis em 2035” e, nas entregas de ‘última milha’, o plano é “reduzir em 50% as emissões de CO2 [díóxido de carbono] nas entregas por pacote, para 2035”.

Portugal conta com 470 pontos de conveniência, que, segundo Romina Lorenzo contribuem para reduzir as emissões de CO2 em 30%, sendo também feitas entregas com “bicicletas, veículos elétricos, híbridos”.

“Em Portugal também já experimentámos trotinetes. Algumas cidades, particularmente em Aveiro, e no próprio Porto e Lisboa, há zonas em que até mesmo pelas nossas ruas estreitas, há carrinhas que não podem, pura e simplesmente, passar”, refere Sandro Pinto.

Romina Lorenzo assinalou também que o mercado dos Estados Unidos “está muito focado em Portugal e está a crescer muito”, como por exemplo nos setores de molduras para fotografias e na cosmética.

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