Ainda somos apaixonados pelo mercado do luxo?

Opinião de Adriano Nogueira Pinto, Diretor Coordenador Nacional da DS PRIVATE

Executive Digest

Por Adriano Nogueira Pinto, Diretor Coordenador Nacional da DS PRIVATE

Somos apaixonados por luxo e quem disser o contrário está a mentir. Quem nunca sentiu a tentação de comprar um artigo de luxo para ostentar um símbolo de status social que atire a primeira pedra.



Adquirir um produto de luxo está muito próximo de comprar uma emoção, pois, mais do que o artigo em si, o consumidor procura toda a experiência que aquele produto lhe irá proporcionar: a sensação de pertencer a um grupo restrito, a segurança e a demonstração de poder.

O que é atrativo e sexy no conceito de artigos de luxo é a perceção que temos deles. O custo e a exclusividade de um produto deste tipo fazem com que ele seja percebido como mais belo e de qualidade superior o que aumenta a autoestima do consumidor.

No entanto, comprar artigos luxo pode ser muito mais do que um capricho ou desejo por determinado objeto, por vezes, esta compra pode representar um verdadeiro investimento, dependendo do artigo de que estamos a falar.

Ainda que as modas e tendências variem ao longo dos anos, o desejo pelo mercado de luxo permanece intacto na mente dos consumidores. Para além disso, é um segmento que não sofre com a crise, nomeadamente o do imobiliário de luxo, visto que se destina a um grupo restrito de pessoas com um poder de compra muito acima da média.

No entanto, a pandemia trouxe algumas mudanças neste setor e os consumidores deste mercado começaram a valorizar outro tipo de luxo mais associado à experiência em si, como grandes viagens ou a transpor esta necessidade de luxo para as suas habitações.

Os consumidores deste segmento começaram a procurar imóveis que lhes proporcionassem toda uma experiência de luxo, desde a localização privilegiada, a grandes áreas exteriores, valorizando todas as comodidades nas proximidades do imóvel e, ainda, todo o design, os acabamentos, os materiais utilizados na construção, a exclusividade e a sofisticação do mesmo.

Para além disso, quem procura uma fonte de investimento rentável tem sempre o setor imobiliário como solução, uma vez que investir em imóveis continuará a ser uma das melhores apostas, com maior segurança e rentabilidade, uma vez que o dinheiro investido não irá desvalorizar.

Podemos assim concluir que, apesar de algumas mudanças no que toca ao comportamento do consumo, continuamos a amar e desejar artigos de luxo, sejam eles um automóvel topo de gama ou um imóvel luxuoso com piscina.

Aliás, de acordo com o último estudo da Bain & Company, “Leap of Luxury”, prevê-se que o mercado global de bens de luxo possa crescer entre 5% a 8% este ano, mesmo com a ameaça da recessão económica um pouco por toda a Europa, dados que vêm reforçar que o nosso coração ainda bate por este mercado.

 

 

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