Com a oportunidade de poder ensaiar mais um modelo exclusivo – previamente ao lado do piloto da marca – e posteriormente comigo ao volante, não havia como recusar esta oferta da Lamborghini.
Afinal trata-se do motor V10 com 610 cv, tração traseira (!!!), 3,3 segundos (sim, até aos 100km/hora) e mais de 325km/hora, com soluções aerodinâmicas refinadas, pára-choques dianteiro com elementos estilísticos em forma do Y da Lamborghini, linhas do capot inspiradas no Countach, as entradas de entrada de ar que recordam o Murciélago e as saídas de escape mais altas que recriam os modelos Lamborghini de alto desempenho do passado e melhoram a aerodinâmica e estabilidade (existe a outra versão menos purista com 640Cv, 2,9 segundos e tração total)
Já no habitáculo encontramos um ecrã táctil de 8,4 polegadas, bacquets, materiais de alta qualidade, muito couro e Alcântara e – pela primeira vez – Carbon Skin®, um material inovador de fibra de carbono disponível exclusivamente na Lamborghini.
E como a marca refere “No entanto, o seu som não é o único elemento que o move”.
Esta era a experiência que nos esperava…. ansiosamente.
Entrar no Huracan é sempre uma tarefa mais difícil, pela posição baixa, pelas bacquets e por me fazer recordar que tenho de reforçar mais os treinos de padel e aprimorar a alimentação.
A primeira sensação ao sair do hotel ao lado do piloto é o som cativante do motor, os muitos fotógrafos de ocasião, mas também que vamos encaixados no Evo mas não enclausurados. Tem efetivamente uma boa visibilidade para todos os ângulos e aparentemente conduz-se bem no tráfego citadino – tendo óbvio cuidado com as lombas, muito embora possamos subir as suspensões manualmente.
No trajeto por Vilamoura e, mais tarde, sob trânsito intenso percebemos que se conduz com enorme facilidade, seja no modo mais citadino como na versão sport. A caixa de velocidades é de uma suavidade a toda a prova. E é confortável q.b.
Mas é quando o podemos testar – ainda com o piloto a conduzir – num dos troços definidos para este ensaio que percebemos o que temos nas mãos, seja no caso do eixo traseiro direcional, da vectorização do torque, direção dinâmica e nos amortecedores activos e magnéticos para uma melhor “leitura” da estrada. A noção é que estamos a conduzir sobre carris. Precisão, rapidez, conforto (q.b), eficácia, agilidade e manobrabilidade.
Até que chega o momento esperado! Vou trocar de lugar! De facto andar ao lado de quem sabe …faz suar as mãos e aumentar a adrenalina- depreendi que fosse do calor exterior mas o AC é muito bom no Huracan – adiante!
Rapidamente encontro a melhor posição de condução e percebo também a usabilidade de todos os comandos e botões e a boa ergonomia do conjunto. Sobre as patilhas no volante que pensei não ia usar, estão de facto bem colocadas e foram bem usadas.
Sentado ao volante, o batimento cardíaco sobe um pouco e está na hora de iniciar o teste. Não existe qualquer aprendizagem e o Huracan arranca facilmente. Torna-se cativante perceber que – mantendo óbvias distâncias – este se conduz como um normal familiar…. não fosse o pedal direito nos dar 610Cv e este ser a versão RWD (tração traseira – o puro e duro) . E é aí que tudo muda. A precisão, agilidade e eficiência que elogiava ao piloto sente-se ainda mais. É de facto um prazer conduzir este tipo de veículo. Em nenhum momento e nos troços utilizados senti que ia perder o controlo
Bem longe do que o piloto consegue extrair fica sobretudo a experiência realizada com o Huracan e a satisfação do meu ego!
Um modelo bem construído, com acabamentos de topo que em nada ficam a dever aos luxuosos familiares criado para a total eficiência desportiva, com um som cativante, contagiante e dono de um manobrabilidade excelente que nem mesmos os 610cv assustam.
Uma nota sobre o eixo direcional traseiro – é simplesmente notável curvar com um veículo com este sistema, bastante mais rápido, eficaz e assertivo na abordagem em curva que, ao inicio, exige que nos habituemos mas posteriormente não prescindimos dele.
A partir de 270.000€













