Covid-19: EMA reconhece “sangramento menstrual intenso” como efeito secundário das vacinas da Pfizer e Moderna

Alerta partiu do Comité de Avaliação do Risco em Farmacovigilância (PRAC) da EMA, que pediu que estes casos fossem adicionados à lista de efeitos colaterais do fármaco.

Pedro Zagacho Gonçalves

Os episódios, reportados por algumas mulheres, de sangramento menstrual intenso, após terem recebido as vacinas contra a Covid-19 da Pfizer e da Moderna, passaram a figurar como um dos efeitos secundários destes fármacos, segundo revelou esta sexta-feira a Agência Europeia de Medicamentos (EMA).

O alerta e o pedido para que os casos “de sangramento menstrual intenso” passem a constar como um dos efeitos colaterais da toma das vacinas da Covid-19 da Pfizer e da Moderna parte do Comité de Avaliação do Risco em Farmacovigilância (PRAC) da EMA.

“O PRAC recomendou que casos de sangramento menstrual intenso devem ser adicionados à informação de produto como um efeito secundário de frequência desconhecida das vacinas da Covid-19 de mRNA da Comirnaty e Spikevax”, explica o organismo em comunicado, após várias reuniões sobre o tema.

“Casos de sangramento menstrual intenso foram reportados após a primeira e segundas doses, assim como após as doses de reforço, das vacinas da Comirnaty (Pfizer) e Spikevax (Moderna). O PRAC concluiu esta avaliação, após rever todos os dados, incluindo casos ocorridos durante os ensaios clínicos, casos reportados espontaneamente na Eudravigilance e investigação médica”, continua a Agência Europeia de Medicamentos.

O regulador europeu sublinha que os dados disponíveis mostram que os casos verificado são “não-sérios e temporários” e adianta que “alterações menstruais, em geral, são bastante comuns”, mas aconselha qualquer mulher com sangramento pós-menopausa ou que tenha preocupações sobre alterações na menstruação a consultar um médico.

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“Não há evidência científica que sugira que os problemas menstruais experienciados por algumas pessoas [após a vacinação]  tenham qualquer impacto na reprodução ou fertilidade”, garante a EMA.

O organismo termina recordando que “todos os dados disponíveis confirmam que os benefícios destas vacinas são muito maiores do que os riscos”.

 

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