Os Estados Unidos aceleraram o plano de movimentação da mais recente e melhorada versão da sua principal bomba nuclear para bases da NATO na Europa.
De acordo com o Politico, que cita fontes diplomáticas norte-americanas, a chegada da bomba de gravidade (não guiada e de ‘queda livre’) B61-12 à Europa estava marcada para a próxima primavera mas oficiais norte-americanos anunciaram à NATO que o plano foi antecipado já para dezembro. A decisão foi comunicada numa reunião à porta fechada, em Bruxelas, durante o mês de outubro.
O plano, que envolve a substituição de variado armamento antigo por versões mais recentes em várias plataformas de armazenamento da NATO na Europa, para poderem ser usadas pelos EUA, bem como por caças e bombardeiros dos membros da Aliança, é acelerado numa altura de escalada de tensões de uso de armas nucleares, pela Rússia, na Ucrânia, e de crescente preocupação de que o Ocidente tem de travar Moscovo antes que ultrapasse essa linha.
“Não discutimos pormenores sobre o nosso arsenal nuclear, mas a modernização de armas nucleares US B61 tem decorrido nos últimos anos e está prevista a troca, de forma segura e responsável, de antigo armamento pelas versões atualizadas da B61-12, parte de um amplamente planeado e calendarizado esforço de modernização”, explica o general Patrick Ryder, porta-voz do Pentágono que, no entanto, nega que um aceleramento no processo esteja “relacionado com os eventos que acontecem na Ucrânia.
O anúncio feito na reunião em Bruxelas ocorreu poucos dias antes da NATO começar os seus exercícios nucleares anuais, que terminam este sábado. Esta quarta-feira, a Rússia realizou exercícios nucleares, supervisionados por Putin, onde foi simulado “um ataque nuclear massivo” em retaliação por uma eventual ofensiva do mesmo tipo na Rússia, informou o Kremlin.
A nota emitida após o encontro em Bruxelas, distribuída no Pentágono e aos vários gabinetes governamentais norte-americanos, adianta que 15 membros da NATO defenderam que a Aliança “não deve ceder à chantagem nuclear de Putin. “Tendo em conta o aumento em volume e escala da retórica nuclear da Rússia, um grupo de aliados pediu consulta contínua à NATO para garantir prontidão e comunicações consistentes”, adianta o mesmo documento.




