Finlândia deteta cinco explosões em águas russas só na última semana

“Já detetámos explosões na mesma área, anteriormente, nas não é algo muito comum, nem chega a acontecer uma vez por ano”, afirma sismologista.

Pedro Zagacho Gonçalves

Sismologistas finlandeses detetaram cinco explosões subaquáticas em águas russas, no Mar Báltico. De acordo com o Instituto de Sismologia da Universidade de Helsínquia, as explosões foram identificadas na última semana.

“Detetámos cinco explosões, a maior das quais com 1.8 de magnitude e a mais pequena com 1.3”, explicou Timo Tiira, diretor da instituição à Reuters, recorrendo à escala de Richter, que descreve a intensidade da atividade sísmica.

Quatro das explosões identificadas ocorreram na quinta-feira e uma na sexta-feira, em águias territoriais russas no Golfo da Finlândia. Segundo o responsável do Instituto de Sismologia da Universidade de Helsínquia, foi “claro” que as observações feitas foram causadas por explosões e não por qualquer outra atividade sísmica.

“Vê-se na forma que o sinal adota e no conteúdo da frequência registada”, explica Timo Tiira.

O Instituto de Sismologia da Universidade de Helsínquia não adianta, no entanto, o que causou as explosões, mas distúrbios similares haviam sido detetados durante exercícios navais ou na detonação de minas antigas do fundo do mar.

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“Já detetámos explosões na mesma área, anteriormente, nas não é algo muito comum, nem chega a acontecer uma vez por ano”, termina o responsável.

As explosões ocorrem depois de investigações suecas e norueguesas denunciarem que as ruturas nos gasodutos Nord Stream 1 e 2 terão sido causadas propositadamente num ato de “sabotagem”.

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