Chineses querem alugar área de cultivo (do tamanho da Jamaica) na Rússia

As empresas chinesas da área alimentar encontraram na Rússia terreno fértil para cultivarem os seus produtos.

Filipa Almeida

As empresas chinesas da área alimentar encontraram na Rússia terreno fértil para cultivarem os seus produtos. A Rússia, por seu turno, vê com bons olhos o investimento e está decidida a criar boas relações com estas companhias, dando nova vida à região Este do país.

Segundo avança a Bloomberg, o governo russo está a avaliar solicitações de empresas chinesas no sentido de cultivarem um milhão de hectares – mais ou menos o mesmo tamanho que a Jamaica. Investimentos como estes deverão ajudar a desenvolver a economia do país liderado por Vladimir Putin, especialmente numa região de grandes dimensões mas que está votada ao quase completo abandono. A China, por outro lado, vê na Rússia uma oportunidade de suprimir as suas necessidades ao nível das importações, dando a volta às restrições que a guerra comercial com os Estados Unidos a América tem originado.

Leonid Petukhov, CEO da agência de investimento e exportação da Rússia Este, explica que uma política aberta e de incentivos é o caminho a seguir para atrair investidores para esta parte do país. Em declarações reportadas pela mesma agência noticiosa, conta que o governo está a recorrer a drones para identificar terrenos vazios e que poderiam ser utilizados para este fim.

Legend Holdings e China Mengniu Dairy são alguns dos conglomerados chineses que já fecharam negócio com o governo russo. Feijões de soja, milho e arroz, por seu turno, fazem parte da lista de alimentos produzidos.

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