O Kremlin acusou a NATO de violar o Tratado de Proibição Completa de Testes Nucleares com os exercícios que arrancaram esta segunda-feira – em causa está a participação em alguns exercícios de países que dispõem de bombas nucleares como outros que não possuem este tipo de armamento.
A aliança atlântica iniciou esta semana as suas manobras anuais de dissuasão nuclear, que durarão até 30 de outubro e envolverão quatorze Estados-membros. Com estes exercícios, em que não são utilizadas armas reais, o objetivo é garantir “que a dissuasão nuclear permaneça segura e eficaz”, garantiu a porta-voz da NATO, Oana Lungescu.
No entanto, o chefe da delegação russa em Viena responsável pelo controlo de armas, Konstantin Gavrilov, considerou que a NATO violou o tratado “porque envolve tropas de países sem armas nucleares” que partilhariam “códigos, senhas e aviões” com países que têm armas nucleares.
Os exercícios estão a decorrer na Bélgica, no Mar do Norte e no Reino Unido e mobilizam cerca de 60 aviões, incluindo caças de quarta e quinta geração, além de bombardeiros de longo alcance B-52 dos EUA.
“O propósito fundamental da capacidade nuclear da NATO é preservar a paz, prevenir a coerção e deter a agressão”, observou Lungescu, observando que “enquanto existirem armas nucleares, a NATO continuará a ser uma aliança nuclear”, embora o objetivo seja “criar o ambiente de segurança por um mundo sem armas nucleares”.







