Os preços dos bens alimentares não transformados registaram a maior subida dos últimos 32 anos, segundo as estimativas do Instituto Nacional de Estatística (INE), que dizem respeito ao mês de setembro – estao 16,9% mais caros do que há um ano, uma subida que representa 1,47 pontos percentuais relativamente à inflação anual dos alimentos em agosto, numa sequência ininterrupta de agravamento que começou em novembro último.
Segundo o ‘Jornal de Negócios’, os preços dos alimentos, os que mais pesam nos orçamentos das famílias, têm sofrido os principais impactos da guerra na Ucrânia, que provocou uma subida de preços na energia, rações e fertilizantes – em junho, os preços dos meios de produção agrícola cresceram 33,2% em termos homólogos.
A alimentação pesa 22% no cabaz médio do consumidor, uma percentagem mais expressiva nas famílias com rendimentos mais baixos e, como tal, estarão a sentir mais o peso da subida de preços no supermercado. Os dados nacionais apontam que estão bem acima da média da zona Euro – a inflação anual nos bens alimentares terá ficado em setembro em 12,7%, revelou o Eurostat, já Portugal está 4,2 pontos percentuais acima.
No capítulo dos produtos energéticos, em agosto apresentaram uma tendência de quebra, o que provocou um pequeno recuo na inflação nacional: em setembro, o índice dos produtos energéticos ficou 22,2% quando comparado com dados de 2021.








