O Governo lançou esta quarta-feira, na Estação de Campanhã, no Porto, o projeto da nova linha de alta velocidade entre Lisboa e Porto, que poderá ligar as duas principais cidades do país em apenas 1h15 no serviço direto, sem paragens.
“A pressão das dificuldades do presente são muito grandes. Nestes momentos, temos de recordar como ultrapassámos os momentos mais difíceis da pandemia, apoiando as famílias e empresas, com os olhos postos no futuro. É preciso construir um futuro com futuro”, apontou António Costa. “Se Portugal é o país que mais vai crescer na União Europeia, se tem o emprego em máximos históricos e ultrapassar constrangimentos das finanças públicas, isso deve-se ao facto de não termos perdido o norte na construção do nosso futuro.”
“Estamos a abrir as linhas de futuro e apresentar um projeto que resulta de uma opção prática para duas grandes opções estratégicas que definimos em 2015: Portugal na vanguarda na luta contra as alterações climáticas e é fundamental uma mudança nos transportes públicos. A ferrovia foi o parente pobre do investimento do país nos últimos anos”, atirou o primeiro-ministro, garantindo: “O país tem todas as condições para assumir o projeto.”
“Temos condições para, nesta legislatura, iniciar os três projetos”, referiu.
O projeto, cuja primeira fase está prevista até 2028, vai arrancar com a construção do troço entre Porto e Sôr, “o mais congestionado da linha do norte”, apontou Carlos Fernandes, do conselho de administração da Infraestruturas de Portugal.
Segue-se o segundo troço entre Sôr e Carregado, que deve estar concluído até 2030, que vai diminuir substancialmente o tempo de percurso para 1h19. Já a terceira fase, entre Carregado e Lisboa, prevê-se que seja construída mais tarde e permitirá atingir a duração final de 1h15. “Esta linha estará totalmente integrada com o resto da rede ferroviária nacional”, apontou Carlos Fernandes, adiantando que estão previstas “múltiplas ligações” entre a linha de alta velocidade e o resto da rede ferroviária.
O arranque do projeto na estação de Campanhã contou com a presença do primeiro-ministro, António Costa, e do ministro das Infraestruturas, Pedro Nuno Santos. Também o presidente da Câmara Municipal do Porto, Rui Moreira, esteve presente. “Este é um grande dia em que vamos ver nascer aquilo que, para a minha geração, é uma esperança sempre adiada”, afirmou o autarca da Invicta, na abertura da cerimónia.







