O Ministério da Transição Ecológica deu luz verde ao novo Plano Hidrológico da Bacia do Tejo, que se propõe cortar mais de 40% da média anual para as regiões de Almería, Múrcia e Alicante, e por arrasto Portugal, garantiu esta terça-feira o jornal espanhol ‘El Mundo’. São cerca de 105 hectómetros cúbicos de água por ano a partir de 2017, reabrindo desta forma a guerra ibérica da água.
O Governo de Pedro Sánchez pretende aprontar o plano entre o final de outubro e início de dezembro e pretende cortar o volume de água transferido com o objetivo de melhorar os fluxos ecológicos do Tejo no centro do país. Espanha atravessa uma das piores secas de história e os agricultores perto da fronteira exigem que seja travado o volume de água que está destinado a Portugal, que foi acordado na Convenção de Albufeira.
O executivo do país vizinho garantiu, ao jornal espanhol, que a fixação de caudais ecológicos “é um requisito incontornável que temos de cumprir para dar cumprimento a várias medidas e exigências da União Europeia que chegaram à conclusão de que o Rio Tejo nas suas cabeceiras tem um grave problema de equilíbrio ambiental”.
No período de transição até à aprovação do novo plano, o Governo de Pedro Sánchez assegurou que “serão postas em prática todas as medidas necessárias para garantir o acesso à água das duas bacias, cedente e destinatária, a preços competitivos”, apontando que estão a ser reforçados os “trabalhos para o aumento de capacidade de três centrais de dessalinização” para suportar essa água não transferida.







