Com o fim do verão, vai regressar o horário habitual a que estamos acostumados durante as estações de outono e inverno. Assim, após o avanço da hora em março último, é tempo de regressar aos amanheceres muito mais cedo. Assim, não se esqueça: na madrugada deste domingo, os relógios vão atrasar 60 minutos em Portugal continental e na região autónoma da Madeira – assim, quando forem 2 horas, os relógios passam para a 1 hora. Já nos Açores, a mudança será feita à 1 hora da madrugada, passando para a meia-noite, de acordo com a legislação em vigor apresentada no site do Observatório Astronómico de Lisboa (OAL).
A mudança horária em Portugal ocorre anualmente com a intenção de ajustar a jornada de trabalho às horas diárias de luz do dia, tentando aproveitar melhor a luz natural. Além disso, com a crescente crise energética, este método também tenta contribuir para a economia de energia. Esta alteração, que também será efetuada em todos os países da União Europeia, está regulamentada na Diretiva 2000/84/CE do Parlamento Europeu e do Conselho, de 19 de Janeiro de 2001, que trata da regulamentação relativa à alteração das horas em todos os países que compõem a União Europeia.
No entanto, nos últimos anos, tornou-se uma medida em constante debate. Os peritos propõem o fim de mudança da hora na UE e harmonização com hora solar, embora Portugal defenda o atual regime, com uma hora de verão e com uma hora de inverno. Segundo o parecer do OAL, entregue ao Governo, é recomendável a manutenção da hora de verão e a de inverno, em fatores como a poupança energética e a perturbação no sono. Segundo se pôde ler no parecer, a poupança de energia “é positiva mas diminuta” e as perturbações do sono “mínimas” com o horário de verão.
O OAL alertou que manter apenas a hora de inverno significava ter “o sol a nascer perto das 5 horas na altura do verão, ou seja, uma madrugada de sol desaproveitada seguida de um final de tarde com menos uma hora de sol, fatores que não são positivos nas atividades da população”. Em sentido inverso, mantendo sempre a hora de verão, “o sol nasceria entre as 8 e as 9 horas durante quatro meses do ano, no inverno, com impactos negativos”, nomeadamente nas deslocações para o trabalho e para a escola, que seriam feitas com pouca luz.






