Os agricultores espanhóis querem fechar a torneira a Portugal: mais de 3 mil manifestaram-se na passada 2ª feira em León contra o envio de água para Portugal, a partir do Douro – para garantir o caudal ecológico do rio, a Espanha é obrigada pela Convenção de Albufeira a transferir 870 hectómetros cúbicos até ao final do mês, revelou esta 3ª feira o ‘Correio da Manhã’.
Segundo a Agência Portuguesa do Ambiente (APA), a Espanha tem “cumprido o regime de caudais trimestrais, semanais e diários”. Contudo, está por cumprir o volume de transvase anual, atualmente a 20% do que foi definido para o período entre 1 de outubro de 2021 e 30 de setembro deste ano, denunciou Francisco Ferreira, presidente da associação ambientalista Zero. Esta água “é fundamental para garantir a qualidade do rio e não colocar em risco as espécies piscícolas”.
Faustino Sánchez, subdelegado do Governo em León, referiu que a libertação de água para Portugal “é obrigatória” devido à Convenção de Albufeira, que estabeleceu que das barragens de Almendra e de Ricobayo terão de chegar ao nosso país 650 hectómetros cúbicos de água, mais de metade da que está atualmente armazenada. Na manifestação, o Governo espanhol foi acusado de virar as costas “ao mundo rural”. “Agora foi a vez das comunidades de León sofrerem as consequências com a libertação de água que decorre desde dia 9, nos reservatórios de Riaño e Porma”, afirmou Ángel Quintanilla, presidente das Comunidades de Rega da Bacia do Douro, que falou em “espoliação”.












