Portugal vai avançar com a vacinação mista da varíola dos macacos (monkeypox) – tanto de forma preventiva como de pós-contacto com um caso suspeito ou confirmado -, indicou esta sexta-feira o jornal ‘Público’, segundo confirmação da Direção-Geral da Saúde (DGS). Não está claro quem será elegível para a vacinação mas a DGS garantiu que vai publicar brevemente a norma que delimita quem pode ser vacinado proventivamente e como será administrada a vacinação intradérmica, o que vai permitir um aumento em até cinco vezes das doses disponíveis.
“Para além disso estão a ser atualizadas as condições de operacionalização/disponibilização e equidade na gestão da reserva limitada de vacinas para a abordagem da vacinação preventiva e respetiva definição dos critérios de elegibilidade, adicionalmente à vacinação pós-exposição”, indicou a DGS no site oficial.
Portugal recebeu 2.700 doses da primeira ação de compra conjunta de vacinas pela Comissão Europeia e, no início deste mês, foi oficializado mais um contrato para a compra de 170 mil doses de vacinas, embora ainda não tenha sido descortinada a distribuição da mesma pelos Estados-membros.
Com quase 60 mil casos confirmados em todo o mundo, a maioria em países onde o vírus não está habitualmente presente, a tendência mantém-se decrescente na Europa – apesar das preocupações com o continente americano. Portugal mantém a tendência de queda que evidencia desde meados de agosto, com mais 10 casos confirmados ao longo da última semana (908 no total, desde o início do surto).






