A ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Ana Mendes Godinho, reiterou hoje que, somando o apoio extraordinário aos pensionistas a pagar em outubro e a atualização das pensões em 2023, “não há qualquer corte nas pensões”.
“O que foi apresentado pelo Governo – suplemento extraordinário de 50% das pensões e atualização das pensões em 2023, que variará entre 3,53% e 4,43% – garante que, através dos dois valores, é cumprido exatamente aquilo que estava previsto, em termos de valor, da aplicação da fórmula de atualização das pensões”, afirmou a governante.
“Na prática – acrescentou – significa que, entre os dois valores, se garante entre 7,1% e 8% de liquidez aos pensionistas, […] assegurando assim exatamente o mesmo valor que a fórmula previa”.
De recordar que o Governo, na semana passada, anunciou um pacote de medidas de apoio às famílias, que inclui o pagamento extraordinário de meia pensão “para todos os pensionistas com atualização de pensões”, e que será pago, uma só vez, no próximo mês de outubro.
Já o Primeiro-ministro, António Costa, tinha assegurado que, em 2024, “ninguém vai perder rendimento em relação a 2023”, explicando que “a pensão em pagamento em 2024 nunca vai ser à pensão em pagamento em dezembro de 2023”.
Contudo, o líder do Partido Social Democrata (PSD), Luís Montenegro, acusou as medidas do Governo de serem “um logro” e que o “PS e este Governo optaram por fazer um corte de pensões de mil milhões de euros no sistema de pensões em Portugal”.
“Esses mil milhões de euros que o executivo se propõe pagar agora, vão deixar de estar no sistema de pensões a partir de 2023 com consequências para todos os anos subsequentes”, criticou o social-democrata.






