Vladimir Putin terá rejeitado um acordo provisório de paz com Kiev no início da invasão, revelou esta quarta-feira a ‘Reuters’ – segundo a agência noticiosa, o enviado-chefe do presidente russo para a Ucrânia fechou um acordo que satisfazia a exigência da Rússia de que a Ucrânia ficasse fora da NATO. No entanto, Putin rejeitou o acordo e avançou com a sua campanha militar.
O enviado da Rússia, Dmitry Kozak, um dos aliados do presidente russo, frisou a Putin que o acordo que ele firmou removeu a necessidade de a Rússia perseguir uma ocupação em larga escala da Ucrânia, segundo as fontes contactadas pela agência noticiosa. Putin havia afirmado repetidamente antes da guerra que a NATO e a sua infraestrutura militar estavam a aproximar-se das fronteiras da Rússia ao aceitar novos membros da Europa Oriental, preparando-se para trazer a Ucrânia para a sua órbita. Publicamente, o líder do Kremlin referiu que isso representava uma ameaça existencial à Rússia, forçando-o a reagir.
Putin deixou claro, quando lhe foi apresentado o acordo de Kozak, que as concessões negociadas pelo seu assessor não foram suficientemente longe e que havia expandido os seus objetivos para incluir a anexação de faixas do território ucraniano: ou seja, o acordo foi cancelado. O Kremlin já reagiu, através do porta-voz Dmitry Peskov: “Isso não tem absolutamente nenhuma relação com a realidade. Isso nunca aconteceu. É uma informação absolutamente incorreta.”
Já Mykhailo Podolyak, assessor do presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, apontou que a Rússia usou as negociações de paz como uma cortina de fumo para se preparar para a invasão. “Hoje, entendemos claramente que o lado russo nunca se interessou por um acordo pacífico”, disse.
Segundo a ‘Reuters’, o esforço para finalizar um acordo de paz intensificou-se logo após a invasão da Rússia, a 24 de fevereiro. Em poucos dias, Kozak acreditou ter o acordo da Ucrânia com os principais termos que a Rússia procurava e recomendou a Putin que assinasse o acordo.






