Ivan Pechorin, diretor administrativo da indústria de aviação da Corporação de Desenvolvimento do Extremo Oriente e do Ártico (ERDC), de 39 anos, foi o último oligarca russo a morrer em condições misteriosas, após cair de um barco em alta velocidade na costa de Vladivostok, na noite do passado sábado. Sobe assim para 10 o número de magnatas com ligações à indústria petrolífera e do gás a morrer em circunstâncias consideradas suspeitas desde o início da invasão da Ucrânia.
“A morte de Ivan é uma perda irreparável para amigos e colegas, uma grande perda para a corporação”, lamentou a Corporação de Desenvolvimento do Extremo Oriente e do Ártico. “Oferecemos as nossas sinceras condolências à família e amigos.”
Segundo a Pravda.ru, agência de notícias pró-Kremlin, Pechorin e um grupo de amigos “já estavam bêbados” quando embarcaram num barco na noite de sábado na ilha Russky, perto da cidade de Vladivostok. Pechorin terá caído do convés da frente do barco cerca de 40 minutos depois do início da viagem. O seu corpo viria a aparecer na ilha Russky, após dois dias de busca.
A morte de Pechorin pode ser um acidente trágico ou um “acidente trágico”, segundo Rebekah Koffler, ex-funcionária da Agência de Inteligência de Defesa dos Estados Unidos e autora de “Putin’s Playbook: Russia’s Secret Plan to Defeat America”. “É inteiramente plausível que Pechorin tenha caído ao mar do barco porque estava bêbado. Fazer festas a bordo de um barco, nadar no mar sob a influência no escuro – tudo isso é consistente com a forma como os oligarcas russos se divertem. Mas também contribui para uma história credível”, apontou a autora, em declarações à ‘Fox News Digital’. “É improvável que a verdade seja descoberta porque as investigações russas não são de confiança. Se este fosse um trabalho de sucesso, seria feito para parecer exatamente um trágico acidente.”
A morte de Pechorin acontece oito meses depois do seu antigo chefe, Igor Nosov, ter morrido de um AVC aos 43 anos, num incidente também de contornos misteriosos e soma-se a uma lista de várias magnatas russos que morreram em circunstâncias consideradas suspeitas desde 24 de fevereiro.








