O Governo pretende uma atuação mais robusta no combate à criminalidade violenta, segundo revelou esta 2ª feira o ‘Diário de Notícias’. Isabel Oneto, secretária de Estado da Administração Interna, garantiu que embora “os indicadores de criminalidade continuem a baixar”, em relação a 2019, “há um aumento da violência, as pessoas mais facilmente reagem com recurso a armas de fogo e armas brancas”.
A responsável sublinhou ainda que a situação está a ser avaliada pela Comissão de Análise Integrada da Delinquência Juvenil e da Criminalidade Violenta (CAIDJCV), um grupo interdisciplinar que tem como missão estudar este fenómeno e apresentar propostas nestas duas dimensões, particularmente no que se refere à severidade dos crimes.
Em funções há três meses, a comissão, que junta representantes das áreas da Justiça, Educação, Trabalho, Solidariedade e Segurança Social e Saúde, além das várias forças policiais e especialistas em criminalidade, deve terminar o seu trabalho em meados de 2023 mas a intenção do Governo passa por não esperar pelas conclusões finais mas agir “à medida que forem surgindo medidas que possam ser tomadas de imediato”. “Compreendo que as pessoas queiram respostas, é nisso que a comissão está a trabalhar. Essas medidas têm de ser estudadas, têm de ser ponderadas”, referiu Isabel Oneto.
A delinquência juvenil é um dos principais focos da comissão, uma vez que mostra uma clara tendência de aumento, a par com o agravamento da violência dos crimes – os números do Relatório Anual de Segurança Interna, relativos a 2021, mostram um aumento de 7,3% da criminalidade juvenil.










