João Costa, ministro da Educação, garantiu que o Governo conseguiu melhorar “em 50%” nos horários por atribuir nos resultados da 2ª reserva de recrutamento em relação ao ano passado. “Colocámos professores em 97% dos casos”, frisou o titular da pasta da Educação. “Temos cerca de 600 horários desta reserva ainda em concurso, muitos deles a migrar para a contratação direta das escolas. O que não quer dizer ‘sem aulas’, há muitas atividades que ocorrem nas escolas que estão associadas a estes horários.”
“Este é um ano letivo de muita pressão em relação aos anteriores, devido ao plano de recuperação da aprendizagem devido à pandemia da Covid-19, o que mobiliza mais de 3.300 professores, e porque as aposentações têm aumentado exponencialmente”, apontou. “As melhorias registadas devem-se às medidas aprovadas nos últimos 5 meses” pelo Governo, precisou.
“Arrancámos para este ano letivo com uma previsão de que estaríamos com entre 100 mil e 120 mil alunos sem professor a pelo menos uma disciplina. Nesta altura, quando o processo ainda não terminou, já reduzimos em 40% essa previsão”, frisou, realçando que será sempre referido “horários por atribuir” do que “alunos sem aulas” a uma disciplina.
“Foram colocados a concurso 4.416 horários na 2ª reserva de recrutamento, que integram mais de dois mil pedidos de substituição de baixa médica”, apontou João Costa, que prometeu apertar a malha no controlo. “Estamos em fase de adjudicação de um conjunto de juntas médicas para detetar padrões irregulares, em particular as baixas médicas que são suspensas no verão e reiniciadas no arranque do ano letivo, o que coloca problemas aos professores contratados e entraves à sua posterior vinculação. Foram apresentadas 2 mil baixas desde 1 de setembro.”
“Vamos fazer divulgação dos horários remanescentes nas universidades e centros de emprego”, prometeu.








