“Os ucranianos salvaram o seu país”, garantiu o general Ben Hodges, ex-comandante geral do Exército dos Estados Unidos na Europa, nos bastidores da Conferência Internacional de Tbilisi do Instituto McCain, citado pela revista ‘Newsweek’. “Eles estabeleceram as condições para restaurar a soberania total, para incluir a Crimeia, acho que no próximo ano”, apontou o militar, já reformado.
A previsão seria praticamente inimaginável há 6 meses, quando as forças russas ainda estavam fisicamente presentes a curta distância da capital ucraniana de Kiev – as forças russas retiraram-se dda região no final de março e desde meados do verão os avanços russo no Donbass, no leste da Ucrânia, também pararam.
“Meio ano depois da invasão russa, o suposto segundo melhor exército do mundo é agora o segundo melhor exército da Ucrânia”, explicou Hodges. “Depois de todo este tempo, a Rússia ainda controla menos de 20% do território da Ucrânia e sua capacidade de conduzir novas operações ofensivas está praticamente esgotada.”
O passo dado, garantiu Ben Hodges, terá de ser dado pelos parceiros ocidentais da Ucrânia, através do fornecimento do apoio militar e material mas também moral necessário para alcançar uma vitória militar completa. “É preciso que haja uma declaração de que queremos que a Ucrânia vença, que ela recupere todo o seu território, que ela seja capaz de se defender no futuro e que faremos tudo o que for necessário. para ajudá-los a fazer isso”, apontou Hodges.
O antigo militar está confiante de que Washington está totalmente ciente das necessidades da Ucrânia. “Não devemos saber publicamente quais são essas necessidades porque nunca se quer que o inimigo saiba quais são as suas capacidades e quais as deficiências”, disse ele. “Mas tenho 100% de certeza de que o Departamento de Defesa dos EUA e o Conselho de Segurança Nacional sabem exatamente o que a Ucrânia precisq.”





