Liz Truss anunciou que as contas de energia no Reino Unido vão ser limitadas por dois anos a 2.500 libras (cerca de 2.900 euros), no seu primeiro grande anúncio como primeira-ministra, num pacote avaliado em 173 mil milhões de euros, que será financiado através de mais empréstimos do Governo britânico, o que motivou duras críticas da oposição. Liz Truss rejeitou ao mesmo tempo um imposto inesperado sobre os lucros excessivos das gigantes do petróleo e gás.
Uma família típica economizará em média 1.150 euros anuais com a sua limitação do preço da energia, uma medida que entra em vigor a partir de 1 de outubro. “Este é o momento de ser ousado. Estamos a enfrentar uma crise energética global e não há opções gratuitas”, explicou a nova primeira-ministra do Reino Unido.
Um esquema de seis meses para empresas, escolas e hospitais vai fornecer apoio equivalente durante o inverno.
Simon Clarke, novo secretário do Governo britânico para Habitação e Comunidades, frisou: “Se não agirmos, se não protegermos a economia contra o choque do tamanho da escala de que estamos a falar, haverá um dano enorme. Nessas circunstâncias, acho que o país dirá e acho que os mercados respeitarão que essa é a coisa mais sensata a fazer.”







