O montante dos prejuízos dos incêndios que destruíram cerca de 25% da área do Parque Natural da Serra da Estrela vai ser divulgado no final do Conselho de Ministros desta quinta-feira.
Ana Abrunhosa, ministra da Coesão Territorial, fez o anúncio na passada 3ª feira em Penela, no distrito de Coimbra, onde visitou a SIRL, uma empresa de metalomecânica líder na produção de betoneiras, no qual assegurou que o Governo já tem na sua posse o levantamento dos prejuízos e que serão estudadas as medidas de apoio.
“Já temos os levantamentos e, percebendo os valores em causa, vamos idealizar medida a medida e é isso que estamos a fazer até ao dia do Conselho de Ministros”, disse a governante, salientando que hoje “serão divulgados os valores globais dos prejuízos, tal como o pacote das medidas, embora algumas de urgência já estejam no terreno”.
No caso do Parque Natural da Serra da Estrela, “a ideia é, à semelhança do que foi feito para o Pinhal Interior, elaborar um plano de revitalização sob liderança da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro”, revelou a ministra da Coesão Territorial.
A serra da Estrela foi afetada por um incêndio que deflagrou no dia 6 de agosto em Garrocho, no concelho da Covilhã (distrito de Castelo Branco) e que foi dado como dominado no dia 13.
O fogo sofreu uma reativação no dia 15 e foi considerado novamente dominado no dia 17 do mesmo mês, à noite.
As chamas estenderam-se ao distrito da Guarda, nos municípios de Manteigas, Gouveia, Guarda e Celorico da Beira, e atingiram ainda o concelho de Belmonte, no distrito de Castelo Branco.
No dia 25, o Governo aprovou a declaração de situação de calamidade para o PNSE, afetado desde julho por fogos, conforme pedido pelos autarcas dos territórios atingidos.
A situação de calamidade foi já publicada em ‘Diário da República’ e vai vigorar pelo período de um ano, para “efeitos de reposição da normalidade na respetiva área geográfica”.







