É “altamente improvável” que a Europa consiga deixar de lado a sua dependência do gás russo até 2027, garantiu esta terça-feira o ministro da Energia russo, Nikolai Shulginov. “Para conseguir isso, têm de ter a certeza de que podem fazê-lo até 2027”, explicou, acrescentando que a situação atual “mostra que não é algo tão simples”.
“Dificilmente a Europa pode recorrer a alguém, exceto aos Estados Unidos, que estão a aumentar a produção de gás natural liquefeito”, argumentou.
Desta forma, Shulginov explicou que “no próximo inverno mostrará o quão real é a sua crença na possibilidade de rejeitar o gás russo” e apontou que “isso levaria a uma suspensão da indústria, incluindo produtos químicos, e geração de gás”, frisou, em declarações à agência de notícias russa ‘TASS’.
“Esta seria uma vida totalmente nova para os europeus. Acho que é mais provável que eles não consigam abandonar (a dependência do gás russo), já que é insustentável para eles”, afirmou, em comunicado, no âmbito do Fórum Económico Oriental realizado em Vladivostok.
O Kremlin culpou no último domingo a União Europeia pela paralisação dos embarques de gás através do gasoduto Nord Stream 1, apontando que “os europeus se recusam a manter os seus sistemas”, uma medida que eles têm de realizar devido a obrigações contratuais. A Alemanha questionou este raciocínio, tal como a empresa fabricante de equipamentos de gás Siemens, e considera que estas fugas são comuns e não obrigam a parar os carregamentos de gás.














