Ocidente não deve esquecer que nem todos os russos apoiam Putin e que “Rússia democrática e europeia” ainda é possível, diz dissidente

Mikhail Khodorkovsky, empresário russo exilado e uma das grandes vozes críticas do regime do Presidente Vladimir Putin, apela a que todos os russos sabotem as estruturas do Estado, para enfraquecer o esforço de guerra na Ucrânia e para desestabilizar o próprio governo.

Filipe Pimentel Rações

Mikhail Khodorkovsky, empresário russo exilado e uma das grandes vozes críticas do regime do Presidente Vladimir Putin, apela a que todos os russos sabotem as estruturas do Estado, para enfraquecer o esforço de guerra na Ucrânia e para desestabilizar o próprio governo.

Depois de ter passado dez anos na prisão, entre 2003 e 2013, agora vive em Londres, e contou ao ‘The Guardian’ que “precisamos de explicar às pessoas o que podem fazer”, e defende que a população tem um grande potencial para frustrar a máquina de guerra do Kremlin que tem rolado sobre o país vizinho.



O apelo de Khodorkovsky à revolta pretende galvanizar os russos em prol da sua própria liberdade, bem como da liberdade de todo os povos subjugados por Moscovo. Ele diz que as demostrações podem ir da pintura de graffitis com mensagens anti-guerra à sabotagem de caminho de ferro que estejam a ser usados para transportar mantimentos, armas e outros bens para a frente de guerra. No limite mais extremo, podem até passar por incendiar centros de recrutamento, diz o dissidente.

“Mas somos muito claramente contra métodos terroristas que possam ferir pessoas desarmadas”, salienta, criticando o assassinato de Daria Dugina, filha do ideólogo de Putin, Aleksander Dugin.

Khodorkovsky aponta que o Presidente russo tem uma habilidade inata para a manipulação e que é alguém que se consegue adaptar facilmente aos mais variados contextos, explicando que, embora no início do seu percurso como líder da Rússia possa ter aparentado estar disponível para a aberturas ao Ocidente, “ele nunca teve quaisquer visões liberais”.

O dissidente afirma que hoje é constrangedor e até difícil para muitos russos assumirem-se enquanto tal, considerando que a guerra lançado pelo Kremlin sobre a Ucrânia empurrou toda a população russa para o campo da infâmia.

Nesse sentido, insta os governos ocidentais a não negligenciarem os russos que não se reveem no atual governo e que se opõem à guerra. “O Ocidente tem aliados ideológicos na Rússia, que consideram que a Rússia se deverá desenvolver num caminho europeu”, frisa Khodorkovsky.

“Se Putin viver mais 10 ou 15 anos, penso que fará reduzir o número de russos orientados para a Europa, e penso que isso não será bom para ninguém, exceto para Putin”, alerta.

Ainda assim, considera que o regime de Putin acabará eventualmente por ruir, sendo que uma vitória da Ucrânia seria um elemento fundamental dessa queda. Quanto ao futuro, o dissidente acredita que a Rússia deveria ser “reformada” e tornar-se numa federação parlamentar mais liberal. Acredita que esse cenário poderá ser alcançado sem derramamento de sangue, “mas isso será bastante improvável”, admite.

Khodorkovsky descreve a guerra na Ucrânia e o atual quadro geopolítico como “um pesadelo”, mas sentencia que “isso não significa que a Rússia e a Europa se tenham separado para sempre”.

“É extremamente importante que neste cenário emotivo difícil mantenhamos uma mente calma, um pragmatismo e uma visão do futuro, de uma Rússia democrática e europeia”, salienta.

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Desafia também as convenções volumétricas pois tem 4,99 m de comprimento, mas um coeficiente aerodinâmico de apenas 0,25, Trata-se de um modelo desenhado sobre a batuta da equipa de design da Volvo em Gotemburgo mas respira ADN escandinavo Os faróis martelo de Thor evoluíram para uma assinatura digital pixelizada enquanto a traseira apresenta uma porta de abertura ampla sublinhando a versatilidade. Foi exaustivamente testado na Suécia enfrentando condições de frio extremo para garantir que a dinâmica de condução e a gestão térmica da bateria são infalíveis. Testei a unidade com tração integral Twin Motor que revelou um comportamento de exceção. A plataforma SPA2, a mesma do EX90, confere uma rigidez estrutural que há muito não se via no segmento. Nas estradas portuguesas, entre o empedrado cidadino, estradas de terra batida, AE para Évora e as nacionais, vejo que o ES90 isola os ocupantes de forma magistral (até o teto de abrir escurece). A suspensão pneumática com tecnologia ativa adapta-se em milissegundos eliminando qualquer vibração O espaço interior é o habitual, ou seja, muito amplo, minimalista mas de um conforto e desenho discretos. A experiência é de um silêncio absoluto sendo que a Volvo afirma ser o habitáculo mais silencioso de sempre da marca, graças ao uso extensivo de materiais de isolamento acústico e vidros laminados duplos de série. A ergonomia dos bancos segue o habitual da marca com a certificação ortopédica e redefina o que esperamos de uma viagem de longo curso. Mas o ES90 não é simplesmente um automóvel, mas também um computador sobre rodas equipado com um sistema de computação central e com vários processadores Nvidia onde a capacidade de processamento inteligência artificial é oito vezes superior aos modelos anteriores. Através dos sensores lidar e dos radares da última geração, cria-se um escudo de 360° detectando objetos a 250 m mesmo em escuridão total. O sistema de infotainment com inteligência artificial da Google permite um controlo por voz natural e uma personalização preditiva de rotas baseada nos hábitos do condutor. O ecrã central é hoje muito mais intuitivo e apresenta vários modos de condução e os habituais comandos de voz natural e da afinação dos espelhos etc. As baterias também estão associadas a algoritmos de inteligência artificial para otimizar a saúde da mesma, permitindo carregamentos mais rápidos mas sem degradar as células. Este modelo é fabricado na unidade de última geração da Volvo que tal como a marca preconiza utiliza energia 100% energia renovável As baterias desenvolvidas com as melhores marcas, da CATL à Northvolt possuem uma capacidade líquida até 106 kW na versão ultra. A grande inovação reside aqui no sistema elétrico de 800 wattts, que é uma estreia na marca e que permite recuperar 300 km em apenas 10 minutos As células têm também uma vantagem pois utilizam uma química de baixo teor de cobalto (caro, volátil em preço, associado a riscos na cadeia de abastecimento e frequentemente ligado a preocupações éticas na sua extração) Muito importante é o passaporte da bateria recorre a blockchain para garantir a reestabilidade total dos materiais. Já falamos do luxo do minimalismo, da qualidade de construção e dos materiais, de um bem-estar a bordo que convida alongas viagens num conforto sem precedentes e um comportamento demasiado preciso. E é isso mesmo que este Volvo transmite para o cliente que valoriza o estatuto mas sem ostentação; o executivo ou aquela família que procura segurança máxima e sustentabilidade real. Concorre com os BMW e a Mercedes e o Audi, contudo pela sua versatibilidade e altura posiciona-se numa zona cinzenta de conforto superior que o torna único. Temos finalmente ao rival à altura das marcas premium mais conceituadas. O Volvo está disponível em três versões com preço a partir dos 72.945 para particulares ou 55.000 mais IVA para as empresas. Possui uma autonomia até 700 km na versão single Motor extended range e a potência pode ir até aos 680 cavalos Twin Motor Performance. “O ES90 representa a nossa abordagem holística à sustentabilidade e à segurança, sendo o sedan mais avançado que alguma vez concebemos.” — Vanessa Butani, Head of Global Sustainability da Volvo Cars. “Com o ES90, elevamos o padrão do que uma berlina de luxo deve ser na era elétrica: equilibrada, inteligente e profundamente humana.” — Jim Rowan, CEO da Volvo Cars.

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