A Lamborghini já está ‘esgotada’ em toda a sua produção até ao início de 2024, garantiu esta segunda-feira o responsável do fabricante italiano, em declarações à AFP.
“Temos uma procura muito forte e atualmente a carteira de pedidos ultrapassa já os 18 meses”, explicou Stephan Winkelmann, em entrevista, após um primeiro semestre de 2022 no qual assinalou um recorde de vendas e lucros.
Numa altura em que a economia global sofre as consequências da guerra na Ucrânia, os clientes ricos mantêm-se fiéis ao fabricante do grupo alemão Volkswagen. “Temos cada vez mais pessoas a vir para a Lamborghini” e o número de clientes “não é nossa preocupação” enquanto “a economia mundial se mantiver mais ou menos estável”, frisou.
A margem operacional atingiu 32% nos primeiros seis meses, de acordo com os resultados divulgados no início de agosto, com um lucro operacional de 425 milhões de euros por 5.090 carros vendidos.
Nesta categoria de luxo, a Ferrari também registou resultados recordes no segundo trimestre e fez uma revisão por cima da previsão anual, com o maior número de pedidos. Os longos tempos de pedido também se devem à falta de componentes, em particular os chips eletrónicos.
Tal como todo o grupo Volkswagen, a Lamborghini está empenhada na eletrificação da sua gama, com mais de 1,5 mil milhões de euros de investimento.
O fabricante italiano prometeu uma versão híbrida para cada um dos seus modelos até 2024 e um primeiro Lamborghini totalmente elétrico “durante a segunda metade da década”. “Já é muito para mudar para híbrido em toda a gama” neste período, observou Stephan Winkelmann. “Já estamos a fazer o máximo possível e o mais rápido possível.”





